Crescimento Econômico da América Latina em 2026 e 2027
O crescimento econômico na América Latina deve continuar moderado em 2026 e 2027, em um cenário repleto de incertezas políticas, comércio externo enfraquecido e desafios internos nas principais economias da região. Essa análise foi apresentada no relatório Perspectivas Econômicas Mundiais do Banco Mundial, divulgado na terça-feira, 13 de dezembro de 2026.
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Embora haja uma leve melhora em comparação a 2025, a região ainda apresenta crescimento abaixo das médias históricas. O Banco Mundial estima que o crescimento da América Latina e do Caribe tenha sido de 2,2% em 2025, uma redução em relação à previsão anterior de 2,3% e uma desaceleração em relação ao resultado de 2,4% em 2024.
Essa situação reflete a fraca demanda externa, incertezas políticas e condições financeiras restritivas.
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Projeções para o PIB Regional
Para 2026, a previsão é de um crescimento do PIB regional de 2,3%, uma queda em relação à projeção anterior de 2,4%. Essa aceleração será sustentada pela melhora na demanda interna e pela flexibilização monetária gradual em diversas economias.
Em 2027, o crescimento deve alcançar 2,5%, ainda abaixo das médias observadas antes da pandemia, devido a limitações estruturais e riscos associados ao ambiente global.
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Perspectivas por Países
Na Argentina, o Banco Mundial projeta um crescimento de 4,6% em 2025, revertendo a contração de 1,3% em 2024. No entanto, espera-se uma desaceleração para 4% em 2026, mantendo esse nível em 2027. As incertezas políticas, a pressão cambial e as taxas de juros elevadas devem impactar a demanda interna, apesar do suporte externo.
O crescimento do México, por sua vez, caiu de 1,4% em 2024 para 0,2% em 2025. Para este ano, a previsão é de recuperação, com um avanço de 1,3%, superando a estimativa anterior de 1,1%, e uma aceleração para 1,8% em 2027. O investimento e o comércio permanecem limitados por disputas tarifárias e pela revisão do acordo comercial com os EUA e o Canadá (USMCA).
No Chile, o Banco Mundial prevê um crescimento estável de 2,6% em 2025, acima da estimativa anterior de 2,1%. Contudo, espera-se uma desaceleração nos anos seguintes, com 2,2% em 2026 e 2,1% em 2027, em um ambiente de recuperação gradual da demanda interna e investimentos em mineração.
Por fim, na Venezuela, as perspectivas continuam “altamente incertas”, dependendo da evolução das sanções, da produção de petróleo e do ambiente político, o que limita a previsibilidade do crescimento e mantém riscos elevados para a economia.
