O consumo nos lares brasileiros cresce 1,73% em janeiro de 2026, mas cai 19,34% em relação a dezembro. Descubra os detalhes dessa montanha-russa econômica!
O consumo nas residências brasileiras teve um aumento de 1,73% em janeiro, em comparação ao mesmo mês de 2025, conforme dados divulgados pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados) nesta quinta-feira (26). No entanto, em relação a dezembro, houve uma queda significativa de 19,34%, reflexo da base elevada de comparação.
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Marcio Milan, vice-presidente da Abras, destacou que o desempenho de janeiro demonstra resiliência, mesmo em um cenário desafiador. “Apesar da retração típica em relação a dezembro, o resultado de janeiro mostra força, especialmente em um período marcado pelo pagamento de impostos e outras despesas sazonais que impactam o orçamento no início do ano”, comentou durante coletiva de imprensa.
Em termos de preços, o Abrasmercado, que monitora a variação de 35 produtos, registrou uma retração de 0,16% em janeiro em comparação a dezembro, com o valor médio passando de R$ 800,35 para R$ 799,08. Essa movimentação foi influenciada principalmente por alguns itens específicos.
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Entre os principais destaques do mês, estão o leite longa vida, que teve uma queda de 5,59%, o óleo de soja com -3,32%, e a farinha de trigo com -1,63%. Ao longo de 12 meses, o preço do leite longa vida recuou 16,46%, enquanto o arroz teve uma diminuição de 27,30%.
No que diz respeito a 12 itens básicos, que têm maior peso no consumo, houve uma queda de 1,48% em janeiro, com o valor passando de R$ 340,39 para R$ 335,35, uma retração mais acentuada do que a observada no índice geral.
Regionalmente, o Sudeste foi responsável pela principal contribuição para a queda, com uma diminuição de 2,45% no mês. O Centro-Oeste e o Norte também apresentaram recuos, com -1,21% e -0,92%, respectivamente. Por outro lado, o Nordeste e o Sul mostraram leves altas, com variações de +0,06% e +0,16%.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.