Creomar de Souza analisa urgência do governo em renegociar dívidas dos brasileiros

Análise do Programa de Renegociação de Dívidas
O programa destinado à renegociação de dívidas dos brasileiros foi objeto de análise por Creomar de Souza, CEO da consultoria Dharma Politics, em uma entrevista ao WW, da CNN Brasil, realizada na última segunda-feira (5). De acordo com Souza, o governo federal está em uma corrida contra o tempo para lidar com a situação.
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Ele observa que, ao longo dos últimos quatro anos, o governo apostou na percepção do eleitor sobre a economia como um tema central nas eleições.
“Podemos retomar a narrativa da campanha de 2022, que basicamente afirmava que o objetivo era trazer de volta a picanha e a cervejinha à mesa”, declarou. “Chegamos a 2026 e, atualmente, a picanha e a cerveja estão mais distantes da mesa devido a fatores que envolvem tanto o ambiente interno quanto o externo”, completou.
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Urgência na Busca por Soluções
Frente a esse panorama, Creomar de Souza foi enfático ao afirmar que “não há tempo para buscar outra alternativa”. Em sua visão, o governo está tentando encontrar, entre suas opções, a “chave que não se encaixou para resolver a realidade do passado”. “Não por acaso, estamos falando de um Desenrola 2.0, e se houver necessidade, pode surgir um 2.5 ou até um 3.0”, acrescentou.
O analista ressaltou que a eleição atual é marcada por pessimismo e rejeição. “Uma parte significativa dos eleitores afirma que não deseja nem votar, e aqueles que já escolheram um lado não querem de forma alguma votar no oposto”, observou.
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Para o CEO, é fundamental que o governo busque uma solução multifuncional — como uma espécie de “fita isolante” — que possa ser aplicada em diversas frentes.
“Nesta semana, o foco é o Desenrola; na próxima, pode ser soberania; na outra, qualquer outra solução”, explicou. Segundo ele, esse movimento é típico de um governo que enfrenta índices de popularidade estagnados, alta rejeição e um nível de competitividade muito maior do que o esperado há seis meses.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



