Crédito para a indústria de transformação despenca 40% em 12 anos, revela CNI

Apesar das quedas em outros setores, o crédito para consumidores disparou, registrando um impressionante crescimento de 97% no período.

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(Imagem de reprodução da internet).

Queda no Crédito Direcionado à Indústria de Transformação

Uma análise realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) revela que o volume de crédito destinado à indústria de transformação sofreu uma redução de 40% entre 2012 e 2024. O estudo, que utiliza dados do Banco Central, foi divulgado na quinta-feira (23).

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Embora outros setores da indústria também tenham registrado diminuições no volume de crédito, o crédito para consumidores aumentou em 97%, assim como para outros segmentos da economia. Nesse contexto, a participação da indústria no total de crédito da economia brasileira caiu de 27,2% para 13,7% nos últimos 12 anos.

Impacto do Crédito na Indústria

Ricardo Alban, presidente da CNI, destacou que o crédito para a indústria possui um efeito multiplicador significativo sobre os demais setores produtivos e é essencial para o crescimento sustentável do país. Ele criticou a priorização do consumo em detrimento da produção, o que compromete investimentos, inovação e competitividade.

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Alban também mencionou a elevada taxa de juros, que limita a modernização das fábricas e aumenta a dependência de importações. Ele enfatizou a necessidade urgente de criar condições de financiamento mais adequadas para apoiar o crescimento produtivo do Brasil.

Alterações na Destinação do Crédito

O estudo indica que, apesar da estabilidade na oferta de crédito ao longo dos anos, houve mudanças significativas em sua destinação, favorecendo o consumo das famílias e, consequentemente, as importações. Nos últimos 12 anos, a proporção de crédito destinada a pessoas físicas aumentou de 45% para 63%, enquanto a destinada a empresas caiu de 55% para 37%.

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Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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