Crédito do Trabalhador cresce 127% em novos contratos, mas valor médio cai 73% em 2026

Um ano após a implementação do Crédito do Trabalhador, dados da Serasa Experian revelam um crescimento expressivo na modalidade. O número de novos contratos aumentou de aproximadamente 11 mil para mais de 25 mil, embora as instituições financeiras tenham adotado contratos com valores menores e prazos de pagamento reduzidos.
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O valor médio dos empréstimos sofreu uma queda de 73%, passando de R$ 8,6 mil para R$ 2,3 mil. Além disso, o prazo médio dos contratos diminuiu em 48% desde a introdução do programa, enquanto o número médio de instituições financeiras oferecendo crédito por empresa cresceu de 4 para 21, indicando uma maior concorrência no setor.
Reorganização do Mercado Financeiro
Délber Lage, CEO da SalaryFits, empresa associada à Serasa Experian, ressalta que o Crédito do Trabalhador fez com que bancos e empresas revissem suas estratégias de concessão. Segundo ele, “o primeiro ano do programa mostrou que existia uma demanda reprimida entre os trabalhadores”, além de exigir das instituições financeiras uma adaptação para operar em um ambiente mais diversificado e competitivo.
Essa mudança no perfil operacional foi fundamental para atender à nova realidade do mercado.
Crescimento do Volume Liberado
De acordo com informações do Banco Central, o volume mensal liberado em crédito consignado privado saltou de R$ 1,5 bilhão para quase R$ 11 bilhões após a criação do Crédito do Trabalhador. Esse crescimento destaca-se em comparação a outras linhas de crédito e foi impulsionado pela ampliação do acesso ao consignado para trabalhadores contratados sob o regime CLT fora dos modelos tradicionais de convênios entre empresas e instituições financeiras.
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Comprometimento da Renda dos Trabalhadores
O levantamento também revela que 78% dos trabalhadores que aderiram ao novo modelo de consignado têm mais de 81% da renda comprometida com dívidas oriundas de empréstimos e outras obrigações financeiras. Essa situação evidencia a fragilidade financeira enfrentada por muitos trabalhadores que buscaram essa modalidade de crédito.
Acesso ao Crédito e Score Baixo
A análise da Serasa aponta que a adesão ao novo consignado foi mais acentuada entre perfis com histórico limitado de acesso ao crédito. Aproximadamente 86% dos empréstimos foram contratados por trabalhadores situados nas faixas mais baixas do score de crédito, enquanto apenas 21% dos tomadores possuíam pontuação acima de 600.
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Esses dados refletem a necessidade crescente desse público por alternativas financeiras.
Metodologia da Pesquisa
O estudo realizado pela Serasa Experian abrangeu uma análise detalhada de 191.798 contratos de empréstimo consignado privado vinculados a 88 empresas até abril de 2026. Foram consideradas operações realizadas por um total de 61 instituições financeiras, proporcionando uma visão abrangente sobre o impacto do Crédito do Trabalhador no mercado financeiro.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



