Craig Gillespie enfrenta desafios financeiros após estreia fraca de “Supergirl” nos EUA

Craig Gillespie luta contra prejuízos após estreia abaixo das expectativas de “Supergirl” nos EUA em 2026.

Supergirl

O segundo capítulo da nova saga dos quadrinhos DC Comics está sob os holofotes: Supergirl. O projeto cinematográfico dirigido por Craig Gillespieenfrenta uma estreia marcada por números preocupantes nos Estados Unidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com arrecadações limitadas nas sessões antecipadas e projeção drasticamente reduzida para este fim de semana em 2026, há sinais claros de dificuldades financeiras no lançamento.

Desafios financeiros na abertura

Apenas US 6,5 milhões foram coletados durante as exibições prévias realizadas nesta quinta – feira (data não especificada). Em um total acumulado até o momento das vendas antes da grande inauguração do filme chegou a alcançar os US 8 milhões. Supergirl tinha uma expectativa inicial muito maior: nos primeiros dias deste mês foi projetada arrecadar cerca de US 65 milhões.

Essa projeção despencou para algo em torno dos US 39 milhões no fim de semana oficial de estreia.

O alto custo e ponto de equilíbrio

Para produzir o longa, foram gastos impressionantes US175 milhões dólares. Considerando que as grandes produtoras utilizam um padrão industrial multiplicador (regra básica) de 2,5x para calcular onde recuperar os custos iniciais do filme, a meta é alta demais: ele precisaria faturar aproximadamente US 437 milhões ao longo da sua trajetória cinematográfica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa marca parece cada vez mais distante diante das reações públicas descritas como medíocres pelo público em geral.

Recepção crítica e ajuste na estratégia

A nota atual atribuída à obra no Rotten Tomatoes está em 59%, o que coloca Supergirl diretamente na categoria “rotten” (podrido) de classificação dada pela plataforma. Essa recepção negativa contrasta com a justificativa do próprio James Gunn para incluir o filme dentro do novo universo DCU.

Leia também

O diretor explicou publicamente, por exemplo, que Supergirl não havia sido inicialmente planejada nem seria necessariamente um segundo título da nova saga dos quadrinhos.

Próxima parada: Carra de Barro

A boa notícia é que há uma próxima atração no horizonte e considerada mais promissora pelo time criativo. Carra de Barro está previsto em outubro nos cinemas americanos como sucessor natural na linha narrativa (DCU.

Este próximo projeto conta com classificação etária para adultos e foi produzido utilizando apenas US 40 milhões dólares — valor muito inferior ao custo total gasto pela produção do filme Supergirl.

Com um ponto de equilíbrio financeiro infinitamente menos exigente, o longa pode representar exatamente a pausa necessária para reajustar toda a trajetória desse universo compartilhado antes das dúvidas dos espectadores se consolidarem.