CPI do INSS: Tempestade de acusações e ofensas no plenário! Troca de farpas intensa aponta irregularidades em empréstimos consignados. Quem será o alvo da CPMI?
A sexta-feira, 27 de março de 2026, foi marcada por uma intensa troca de farpas no plenário da Câmara dos Deputados, durante a leitura do relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
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O deputado federal do PT-RJ, Luiz Eduardo Gaspar, descreveu o evento como um “circo”, utilizando uma linguagem forte para criticar o andamento da investigação.
A controvérsia se intensificou com a acusação direta do deputado federal do PL-AL, identificado apenas como relator da CPMI, de ter cometeu atos ilícitos. Gaspar não poupou palavras, utilizando um termo extremamente ofensivo para se referir ao parlamentar, gerando grande repercussão no ambiente político.
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A CPMI investiga fraudes em empréstimos consignados concedidos a aposentados e pensionistas do INSS.
O debate se aprofundou com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada na quinta-feira, 26 de março, que revogou a liminar assinada pelo ministro André Mendonça, que permitia a prorrogação da A. Essa decisão impacta diretamente a linha de investigação da comissão.
Em um momento de reflexão, Gaspar anunciou que leria um trecho de uma “poesia que define o dia de ontem”, citando um trecho de um discurso do ex-ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, em 2018. A referência remonta a uma troca de ofensas entre os dois ministros durante a votação sobre o fim das doações ocultas, evidenciando a longa rivalidade entre eles.
Alexandre Barroso, na época, qualificou Gilmar Mendes como “uma pessoa horrível”, enquanto o ministro Gilmar Mendes respondeu com uma descrição ainda mais ácida, afirmando que ele era “uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia”.
A atmosfera no plenário era de grande tensão, com questionamentos sobre a natureza do relatório.
O deputado Lindbergh Lefort questionou diretamente Gaspar: “Isso é um relatório ou um circo?”. Gaspar respondeu com uma retórica provocativa: “Deputado lindinho, não estamos falando de Odebrecht”. Em seguida, Lefort acusou o relator de “estuprador”, e Gaspar rebateu com uma resposta igualmente contundente: “Sou estuprador de corrupto, como Vossa Excelência”.
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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.