Cotações de Cacau e Café Arábica Caem: Mercado em Alerta com El Niño e Demanda Global

Cotações de cacau despencam na Bolsa de Nova York, enquanto Barry Callebaut revisa vendas. O que está por trás dessa queda? Descubra!

(Imagem de reprodução da internet).

Mercado de Cacau Apresenta Queda nas Cotações

Os contratos futuros de cacau recuaram na sessão desta quinta-feira (04) na Bolsa de Nova York. O contrato com entrega em julho fechou com uma queda de 2,63%, sendo cotado a US$ 3.965 por tonelada. Essa pressão sobre os preços é resultado de preocupações com a demanda global por chocolate.

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A Barry Callebaut, uma das principais fabricantes do setor, revisou suas projeções, indicando uma recuperação mais lenta nos volumes de vendas do que o esperado, o que intensificou o sentimento negativo no mercado.

O Barchart destacou que essa situação contribui para a pressão nas cotações. Além disso, os volumes de cacau armazenados na ICE atingiram o maior nível em aproximadamente 1,75 anos, totalizando 2.913.278 sacas na última quarta-feira. Apesar da recente queda, o mercado continua atento aos riscos climáticos, especialmente com a possível formação do fenômeno El Niño, que pode trazer condições mais quentes e secas em regiões cruciais para a produção global de cacau, impactando a oferta no médio prazo.

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De acordo com a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA), há 82% de probabilidade de formação do El Niño até julho, com 67% de chance de um evento mais intenso, classificado como “Super El Niño”, que pode durar até o final do ano.

Queda nos Preços do Café Arábica

O vencimento futuro para entrega em julho do café arábica registrou uma queda de 2,35%, encerrando o dia cotado a US$ 2.471,50 por libra-peso. O Barchart apontou que os preços do café ampliaram as perdas da semana, com o arábica atingindo a mínima em 19 meses e o robusta alcançando o menor nível em sete semanas.

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Essa pressão sobre as cotações está relacionada à expectativa de aumento na produção.

O serviço agrícola estrangeiro do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) projetou uma produção de 71,9 milhões de sacas para 2026/27, representando um aumento de 14% em relação ao ciclo anterior. Além disso, o Rabobank elevou sua estimativa para o excedente global de café arábica em 2026/27, passando de 7 milhões para 9,5 milhões de sacas, reforçando a percepção de uma oferta mais abundante no mercado global.

Suco de Laranja e Açúcar Mantêm Estabilidade

O vencimento futuro do suco de laranja para entrega em julho finalizou a sessão sem variação, sendo negociado a US$ 1.684,00 por tonelada. No que diz respeito ao açúcar, os preços futuros encerraram a sessão com uma leve alta na Bolsa de Nova York.

O contrato para entrega em julho registrou um avanço de 0,21%, fechando cotado a US$ 14,27 por libra-peso.

Os preços chegaram a recuar no início da sessão, mas se recuperaram ao longo do dia, impulsionados pela fraqueza do dólar, que estimulou a cobertura de posições vendidas no mercado futuro. O Barchart destacou que a pressão inicial sobre os preços veio da queda de cerca de 3% no petróleo bruto, o que impacta diretamente o setor sucroenergético, tornando a produção de etanol menos atrativa e levando usinas a direcionarem mais cana para a produção de açúcar, aumentando assim a oferta global.

Desempenho do Algodão e Exportações

Os preços futuros do algodão para entrega em julho fecharam com uma leve baixa de 2,51%, cotados a US$ 74,89 por libra-peso. O relatório de vendas para exportação do USDA, divulgado na quinta-feira passada, mostrou a venda de 185.268 mil fardos da safra 2025/26 na semana de 28/05, o maior volume em sete semanas.

Em contrapartida, as vendas da nova safra somaram 77.145 mil fardos, o menor volume em três semanas.

Os embarques atingiram 268.799 mil fardos, o menor nível em 14 semanas, indicando uma desaceleração no ritmo das exportações. Essa situação pode refletir as condições do mercado e as expectativas para o futuro próximo.