Costa Rica vai às urnas neste domingo: Segurança e educação em debate nas eleições de 2026!

Costa Rica se prepara para eleições decisivas neste domingo (1°), com segurança e educação em pauta. Laura Fernández lidera as intenções de voto. O que esperar?

4 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Costa Rica vai às urnas em meio a preocupações sociais

A Costa Rica realizará eleições neste domingo (1°), onde os cidadãos escolherão o novo presidente, duas vice-presidências e os 57 membros da Assembleia Legislativa. A segurança é a principal preocupação dos eleitores, conforme apontam as pesquisas.

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Além disso, a deterioração da educação pública e a falta de diálogo social também estão entre as questões que mobilizam a população.

O processo eleitoral conta com 20 candidatos, mas especialistas observam que a fragmentação política não resultou em um debate profundo sobre os desafios do país. Questões como segurança urbana, a crise na educação e saúde, e a necessidade de um modelo de desenvolvimento sustentável são centrais, mas carecem de consenso.

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Laura Fernández lidera as intenções de voto

Laura Fernández, ex-ministra do Planejamento Nacional e membro do partido governista, é a favorita nas pesquisas, com 43,8% das intenções de voto, segundo o CIEP-UCR (Centro de Pesquisas e Estudos Políticos da Universidade da Costa Rica). Os indecisos ocupam o segundo lugar, representando 25,9% do eleitorado.

Para vencer no primeiro turno, um candidato deve obter pelo menos 40% dos votos válidos. Caso contrário, haverá um segundo turno entre os dois mais votados, conforme as regras do Tribunal Supremo Eleitoral.

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Desigualdade no crescimento econômico

O relatório PEN (Estado da Nação 2025) revela que a Costa Rica teve uma recuperação econômica em 2024 e no primeiro semestre de 2025, destacando-se na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Apesar da estabilidade de preços e da redução da pobreza, o crescimento é desigual, concentrando-se em zonas de livre comércio.

A pobreza caiu para 15,2% em 2025, uma redução significativa em relação aos 18% de 2024. No entanto, o relatório alerta para a falta de redistribuição de renda, indicando que a redução da pobreza não é resultado de um fortalecimento do mercado de trabalho, mas de fatores externos.

Desafios para o contrato social

Leonardo Merino, cientista político, destaca que a Costa Rica enfrenta um momento crítico, com um enfraquecimento da cultura cívica e dos mecanismos de representação política. Ele ressalta a falta de um diálogo social que permita discutir as direções de desenvolvimento do país.

Merino também observa que a Constituição Política promete uma sociedade democrática voltada para o bem-estar coletivo, mas esse pacto social tem sido corroído por um modelo econômico que cresce sem beneficiar a maioria da população.

Apatia política e baixa participação eleitoral

A apatia política é evidente, com apenas 17% da população se identificando com partidos políticos, em contraste com quase 100% há três décadas. A abstenção nas últimas eleições foi de cerca de 40%, refletindo a desilusão com o modelo de desenvolvimento atual.

José Andrés Díaz González, cientista político, enfatiza que a deterioração dos pilares do contrato social, como saúde, educação e segurança, está em jogo. O aumento da violência, com 905 homicídios em 2023, é um reflexo da crise de segurança enfrentada pelo país.

Desafios demográficos e ambientais

A transição demográfica também é uma preocupação, com menos pessoas sustentando um sistema previdenciário sob pressão. Essa mudança não está sendo adequadamente discutida no contexto eleitoral, segundo Díaz.

Além disso, a identidade ambiental da Costa Rica enfrenta desafios, com propostas de exploração de recursos naturais que podem comprometer a imagem de “Costa Rica Verde”. Especialistas alertam que a falta de ação pode levar a uma deterioração contínua, sem que os partidos políticos abordem a questão com seriedade.

Com mais de 3,7 milhões de eleitores cadastrados, a província de San José concentra o maior número de votantes. O dia da eleição não apenas definirá as novas autoridades, mas também testará a capacidade do sistema político de se reconectar com a população e responder às tensões sociais acumuladas.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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