Corrupção em Alta: Índice de Percepção de Corrupção 2026 Revela Desafios na América Latina

O Índice de Percepção de Corrupção 2026 revela a Dinamarca no topo, enquanto a América Latina enfrenta desafios alarmantes. Descubra os detalhes!

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(Imagem de reprodução da internet).

Índice de Percepção de Corrupção 2026

O Índice de Percepção de Corrupção (CPI) avalia 182 países e territórios em relação aos níveis percebidos de corrupção no setor público. Os resultados são apresentados em uma escala que varia de 0 (altamente corrupto) a 100 (muito limpo).

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No ranking global, a Dinamarca lidera com 89 pontos, seguida pela Finlândia com 88 e Singapura com 84. Por outro lado, Somália e Sudão do Sul ocupam as últimas posições, ambos com 9 pontos, seguidos pela Venezuela, que obteve 10.

De acordo com o relatório da Transparência Internacional, publicado em 10 de janeiro de 2026, a região das Américas não apresentou avanços significativos na luta contra a corrupção. O estudo revelou que as condições pioraram em um terço dos países analisados, enquanto apenas dois mostraram melhorias desde o início das medições em 2012.

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Desempenho na América Latina

O Uruguai se destaca como o país da América Latina com a melhor pontuação, alcançando 73 de 100. No entanto, o relatório alerta que tanto o Uruguai quanto a Costa Rica, que ocupa a terceira posição com 56 pontos, enfrentam desafios relacionados à violência impulsionada pela corrupção e pelo crime organizado.

Além disso, o documento aponta que a corrupção tem se infiltrado na política de países como Colômbia, México e Brasil, impactando diretamente a vida da população. Em El Salvador e Equador, a situação é preocupante, com uma queda na transparência e nas liberdades civis, evidenciada por leis que restringem o financiamento de ONGs e dificultam suas operações.

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Recomendações para Combater a Corrupção

Luciana Torchiano, conselheira regional para a América Latina e o Caribe da Transparência Internacional, enfatizou a necessidade de os governos priorizarem a luta contra a corrupção. Ela destacou que isso envolve proteger as liberdades fundamentais, garantir um sistema judiciário forte e independente, melhorar a cooperação internacional em casos de corrupção e aumentar a transparência nas contratações públicas.

Na parte inferior do ranking, encontram-se novamente a Venezuela, Nicarágua e Haiti, países que enfrentam altos níveis de corrupção, instituições falidas ou cooptadas. O relatório apresenta o seguinte ranking dos países da América Latina:

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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