Corrida Presidencial na Colômbia: Iván Cepeda é o Favorito, mas quem mais brilha?
A corrida presidencial na Colômbia ganha força com Iván Cepeda liderando as intenções de voto. Descubra quem mais pode surpreender no primeiro turno!
Disputa Presidencial na Colômbia: Candidatos em Destaque
A corrida presidencial na Colômbia revela que três candidatos se destacam para o primeiro turno, agendado para este domingo (31). As pesquisas indicam que Iván Cepeda, do partido governista, Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia devem ser os mais votados.
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No entanto, os levantamentos mostram Cepeda consistentemente à frente, sugerindo a possibilidade de um segundo turno, restando apenas definir quem avançará para essa fase.
Iván Cepeda, candidato apoiado por Gustavo Petro, tem se mantido como favorito ao longo do ano. Ele se destaca por não participar de debates com outros concorrentes e por afirmar que sua luta política é exclusivamente contra a direita, que considera liderada pelo ex-presidente Álvaro Uribe Vélez.
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Cepeda e Uribe estiveram envolvidos em um processo judicial relacionado a um caso de falso testemunho, no qual Uribe foi inicialmente condenado, mas depois absolvido.
Intenções de Voto e Desafios de Cepeda
O candidato governista busca consolidar o apoio dos eleitores de Petro e dar continuidade a esse legado, tentando se distanciar de escândalos de corrupção e evitando se aprofundar em controvérsias, como a proposta de uma Assembleia Constituinte e a implementação da “paz total” do atual presidente.
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As principais pesquisas do país indicam que ele será o candidato mais votado, embora não consiga vencer no primeiro turno, já que precisa de 50% mais um voto para isso. A pesquisa do Invamer aponta 44,6% de intenções de voto para Cepeda, enquanto no levantamento Guarumo-EcoAnalítica, ele obtém 37,1%.
No estudo do Centro Nacional de Consultoria, Cepeda aparece com 33,4%.
Abelardo de la Espriella: O Candidato Independente
Abelardo de la Espriella, candidato do movimento político Defensores de la Patria, lançou sua campanha como independente, coletando assinaturas, mas conta com o apoio de grupos políticos significativos, como Salvação Nacional e Creemos de Antioquia.
O advogado, que se apresenta como um “outsider”, alcançou 31,6% das intenções de voto na pesquisa mais recente do Ivamer; já no levantamento Guarumo-Econoanalítica, obteve 27,5%. No Centro Nacional de Consultoria, De la Espriella registrou 30,9%.
Ele construiu sua campanha inspirado em modelos como o de Nayib Bukele em El Salvador, com propostas de linha dura e uma abordagem tecnocrática para a economia, apoiado por seu candidato a vice-presidente, José Manuel Restrepo, ex-ministro da Fazenda.
De la Espriella busca conquistar eleitores que se opõem a Petro, mas enfrenta críticas por sua falta de experiência política e por seu passado como advogado de figuras controversas. Durante a campanha, também demonstrou hostilidade contra jornalistas e foi acusado de comportamento misógino.
Paloma Valencia: A Candidata do Centro
Paloma Valencia, do Centro Democrático, chegou ao primeiro turno após vencer a Grande Consulta pela Colômbia, onde derrotou outros políticos de direita e escolheu Juan Daniel Oviedo, um centrista, como seu vice. Essa estratégia visa atrair eleitores centristas e indecisos que se opõem a Petro e Cepeda, mas não veem De la Espriella como uma opção viável.
A senadora ocupa a terceira posição na pesquisa do Ivamer, com 14%, e registra 21,7% na Guarumo-Econanalítica. Na pesquisa do Centro Nacional de Consultoria, ela aparece com 12,6%.
Valencia, senadora desde 2014 e neta do ex-presidente Guillermo León Valencia, capitalizou o impulso das primárias e teve uma ascensão nas primeiras pesquisas, refletindo a estagnação dos centristas Sergio Fajardo e Claudia López. Ela enfrenta o desafio de manter o apoio dos fiéis partidários de Uribe, enquanto tenta atrair aqueles que antes se distanciaram dessa opção política, mas agora desejam uma mudança de governo.
No entanto, é criticada por suas posições passadas em relação aos povos indígenas e por suas posturas conservadoras em relação aos direitos das minorias.
Candidatos com Menos Chances
Na parte inferior da lista, sem chances claras de avançar para o segundo turno, estão Fajardo e López, que, caso obtenham as porcentagens indicadas pelas pesquisas (entre 1% e 3%), poderão influenciar o resultado do segundo turno. O centro não parece ser uma opção viável para conquistar o poder, mas pode oferecer um caminho para a governabilidade do próximo presidente.
Outros candidatos, como Santiago Botero, Carlos Caicedo, Mauricio Lizcano, Miguel Uribe Londoño, Roy Barreras e Gustavo Matamoros, também estão na disputa.
Luis Gilberto Murillo e Clara López, ambos ex-ministros de Petro, que aparecerão na cédula com seus respectivos candidatos a vice-presidente, anunciaram apoio a Cepeda nas últimas semanas, devido aos seus baixos índices de aprovação nas pesquisas.