Correios: Protesto em João Pessoa Denuncia Desmonte e Perseguição aos Trabalhadores

Correios: Ato Público em João Pessoa denuncia desmonte! Trabalhadores dos Correios se mobilizam contra fechamento de agências e perseguição sindical. Saiba

08/06/2026 19:10

4 min

Correios: Protesto em João Pessoa Denuncia Desmonte e Perseguição aos Trabalhadores
(Imagem de reprodução da internet).

Ato Público dos Correios em João Pessoa Denuncia Impactos do Plano de Reestruturação

Trabalhadores dos Correios organizam um ato público para o dia 28, a partir das 7h, em frente ao Complexo Operacional e Administrativo (COA) da estatal, no bairro Cristo Redentor, em João Pessoa. A mobilização, convocada pelo Sintect/PB e CUT/PB, busca chamar a atenção para o que o sindicato considera um processo de desmonte da empresa e o enfraquecimento do papel público dos Correios.

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A preocupação central da categoria reside nos efeitos da reestruturação no atendimento à população e nas condições de trabalho dos funcionários.

Tony Sérgio, secretário-geral do Sintect/PB e dirigente da CUT/PB, enfatiza que o objetivo do ato é denunciar a situação atual, marcada pelo fechamento de mais de mil agências em todo o país, incluindo 40 na Paraíba e um centro de distribuição.

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A categoria também se manifesta contra as denúncias de perseguição política e sindical contra trabalhadores e dirigentes sindicais após a última greve da categoria, iniciada em dezembro de 2025.

A greve de 2025, que reivindicava reajuste salarial, manutenção de direitos no acordo coletivo e melhores condições de trabalho, além de apontar o sucateamento da empresa e a falta de investimentos, foi considerada não abusiva, mas com o desconto dos dias parados.

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Após o movimento grevista, relatos de perseguição e retaliação contra trabalhadores, militantes e dirigentes sindicais surgiram, gerando preocupação e mobilização da categoria.

O dirigente sindical ressalta que o sindicato não se calará diante dos ataques à categoria, fruto de uma política de desmonte das empresas públicas, especialmente nos Correios, ao longo dos anos. A mobilização busca pressionar por um diálogo real com a categoria e pela valorização dos trabalhadores, além de garantir a defesa do papel público dos Correios.

O ato público visa promover um debate amplo com a sociedade sobre os desafios enfrentados pela estatal.

Correios Defendem o Plano de Reestruturação como Necessário para a Sustentabilidade

A direção nacional dos Correios defende o Plano de Reestruturação como uma medida necessária para garantir a sustentabilidade financeira da estatal. Emmanoel Schmidt Rondon, presidente dos Correios, afirma que a empresa possui uma capacidade imensa de geração de caixa e é fundamental para o país, ressaltando a importância de manter a qualidade dos serviços e respeitar sua função pública e social.

No entanto, as medidas anunciadas pela gestão, que incluem o Programa de Demissão Voluntária (PDV), fechamento de unidades e redução de despesas, contrastam com a preocupação da categoria. José Aparecido Gimenes Gandara, presidente da Findect, critica a falta de compromisso com a valorização dos trabalhadores e defende que qualquer processo de reorganização da estatal deve passar pelo diálogo com a categoria, pela preservação dos direitos e pela defesa do papel público dos Correios.

Gandara destaca que a empresa precisa de uma gestão eficiente e de um compromisso real com a valorização dos trabalhadores, além de garantir a universalização dos serviços postais em todo o território nacional, conforme determina a legislação postal vigente.

A página da empresa informa que ela possui canais de atendimento nos 5.553 municípios do país, e em abril de 2026, 3.075 empregados já haviam aderido ao PDV, o equivalente a 30,7% da meta inicial prevista para o ano. A previsão é de fechamento de cerca de mil unidades próprias dos Correios, o que corresponde a 16% das agências da companhia.

Correios Respondem a Questionamentos e Negam Perseguições

Após o envio de perguntas pela reportagem do BdF/PB, os Correios encaminharam uma nota oficial sobre o fechamento de unidades na Paraíba, o Programa de Demissão Voluntária (PDV) e as denúncias de perseguição contra trabalhadores e dirigentes sindicais.

A empresa esclarece que não há definição de fechamento de agências na Paraíba nos termos mencionados pelo sindicato, e que o plano de reestruturação busca garantir a sustentabilidade financeira da estatal e a manutenção da universalização dos serviços postais.

Os Correios reforçam que seguem presentes em todos os municípios brasileiros, conforme determina a legislação postal vigente, e que qualquer medida administrativa será conduzida de forma responsável, observando critérios técnicos, operacionais e de atendimento à população.

Sobre o PDV, a empresa informa que a adesão é facultativa e integra um conjunto de ações voltadas à adequação da estrutura organizacional e à redução de despesas. Em relação às denúncias de perseguição, os Correios negam qualquer prática de retaliação e afirmam que mantêm o compromisso com o diálogo institucional, o respeito à livre organização sindical e o cumprimento da legislação trabalhista.

O Brasil de Fato Paraíba continuará acompanhando os desdobramentos da reestruturação dos Correios, as denúncias apresentadas pela categoria e os impactos das medidas sobre os trabalhadores e o serviço prestado à população.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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