Correios enfrentam impacto limitado com fim da “taxa das blusinhas”, revela Lula

Os Correios enfrentam um cenário desafiador com o fim da “taxa das blusinhas”. Descubra como essa mudança pode afetar suas finanças e o mercado de logística!

Impacto Limitado do Fim da “Taxa das Blusinhas” nos Correios

Após registrar um prejuízo superior a R$ 8 bilhões no ano anterior e com um plano de reestruturação em andamento, os Correios devem enfrentar um impacto limitado com o término da “taxa das blusinhas”, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na noite de terça-feira (12).

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De acordo com informações obtidas pela CNN, espera-se que o volume de encomendas internacionais melhore nos próximos meses, contribuindo de forma modesta para as finanças da estatal, mas não há previsão de uma mudança significativa no balanço devido a essa medida.

A receita dos Correios com remessas internacionais caiu de R$ 3,9 bilhões em 2024 para R$ 1,3 bilhão em 2025, representando apenas 8% do faturamento total. Contudo, fontes próximas à diretoria da empresa afirmam que o maior impacto veio do programa Remessa Conforme, e não da “taxa das blusinhas”.

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Instituído em 2023, o Remessa Conforme não sofreu alterações com a medida provisória assinada por Lula, que estabeleceu uma cobrança de 17% de ICMS para encomendas internacionais.

Consequências da Abertura do Mercado de Logística

O reflexo mais significativo para os Correios foi a mudança no processo de desembaraço aduaneiro, que deixou de ser exclusivo da estatal. A abertura do mercado de logística internacional para empresas privadas que aderiram ao programa resultou em uma queda acentuada na receita dos Correios com esse serviço.

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Em agosto de 2024, foi implementada uma taxação de 20% sobre compras do exterior com valor de até US$ 50, enquanto remessas acima desse valor passaram a ter uma alíquota de 60%.

No ano de 2025, a Receita Federal arrecadou R$ 5 bilhões com a “taxa das blusinhas”, e nos quatro primeiros meses de 2026, a arrecadação foi de R$ 1,7 bilhão. A extinção dessa taxa, conforme avaliações de pessoas próximas à cúpula dos Correios, deve impulsionar as compras internacionais de forma geral.

No entanto, o impacto será provavelmente distribuído proporcionalmente entre as empresas que atuam com remessas internacionais. Para essas fontes, o maior efeito sobre a estatal já ocorreu com o Remessa Conforme, indicando que, sem mudanças nesse programa, o plano de reestruturação da companhia postal não receberá um impulso significativo.