Correios apostam em importações e Lula muda regra: nova estratégia para 2026
Correios apostam em importações e tributação zero para impulsionar lucros! Presidente Emmanoel Schmidt Rondon prevê crescimento com nova estratégia. Saiba mais!
Correios Buscam Crescimento com Importações e Mudanças Tributárias
O presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon, acredita que a estatal pode obter ganhos financeiros ao impulsionar o crescimento das importações e expandir o mercado de encomendas internacionais. As declarações foram divulgadas pelo jornal O Globo.
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Rondon expressou a expectativa de que os Correios consigam aproveitar parte do aumento nas compras internacionais, caso haja uma redução ou eliminação da tributação sobre remessas de baixo valor.
Rondon enfatizou que o objetivo é capturar uma parcela desse crescimento, mas reconheceu que a empresa continuará competindo com empresas privadas já estabelecidas no setor. Ele ressaltou que não há garantias de exclusividade para os Correios nesse mercado.
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A gestão busca otimizar a operação e aumentar sua participação nas novas demandas do consumidor.
Reestruturação e Desafios Financeiros
Durante a entrevista, o presidente também abordou a situação financeira da empresa. Confirmou a projeção de um déficit de aproximadamente R$ 10 bilhões para o ano de 2026. Para solucionar essa questão, os Correios estão implementando um plano de reestruturação com o objetivo de zerar o prejuízo até o final de 2027.
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Schmidt Rondon atribuiu a perda de receita nos últimos anos à diminuição da participação dos Correios no mercado internacional, decorrente da perda da exclusividade no desembaraço de encomendas importadas. A empresa enfrenta desafios significativos em um cenário de mercado em constante transformação.
Fim da “Taxa das Blusinhas” e Impacto no Mercado
Um ponto crucial para a estratégia dos Correios é a recente medida do governo. Em 12 de maio de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória que isenta novamente a cobrança da taxa federal de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, realizadas em plataformas estrangeiras.
A mudança entrou em vigor em 13 de maio e ainda precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias.
Essa medida visa reduzir o desgaste político causado pela taxação, que havia gerado críticas frequentes entre os consumidores de plataformas internacionais. Pesquisas recentes indicavam que a cobrança era vista como um dos principais erros do governo federal.
Com a isenção, os consumidores deixam de pagar o imposto de 20% sobre compras pequenas do exterior, embora o ICMS estadual continue sendo cobrado.