Coreia do Norte teria de 80 a 120 armas nucleares, diz ministro sul-coreano

Estimativa de 80 a 120 armas nucleares da Coreia do Norte causa preocupação internacional à vista de 2026.

Na imagem, Kim Jong-un e a filha (ao centro) acompanham o teste | Reprodução/KCNA

O ministro da Defesa sul – coreano, Estimativa Gyu – back Ahn, divulgou um número sobre o arsenal de armas nucleares norte – coreanas durante uma sessão do Comitê de Defesa na Assembleia Nacional Coreana.

Questionado especificamente sobre as ogivas que Pyongyang desenvolveu ou possui em seu acervo nuclear, ele estimou a faixa entre 80 e 120 cabeças explosivas para o país vizinho. Contudo, foi preciso esclarecer aos presentes no comitê que essa cifra se baseia apenas nas projeções feitas por instituições privadas especializadas em pesquisa militar; portanto, não é possível confirmar números exatos pelas Forças Armadas sul – coreanas neste momento.

O debate das potências: Números de armas nucleares

A declaração do ministro ocorreu um dia depois dos pronunciamentos públicos feitos pelo presidente norte – americano Donald Trump sobre as capacidades militares da Coreia do Norte. Segundo a agência noticiosa local, esta seria inédita vez que o líder americano mencionava publicamente uma quantidade específica para os armamentos navais e terrestres de Pyongyang.

Trump havia se referido ao arsenal como “muito poderoso” em seu discurso anterior. Ao abordar possíveis retomadas no diálogo com Kim Jong – un — liderança nordcoreana —, ele citou especificamente 57 unidades na discussão bilateral. O ex – presidente também reforçou manter bons laços pessoais com Kim e manifestou planos concretos de um encontro ainda previsto para ocorrer durante o ano de 2026

Divergência nos números. Ao ser questionado sobre a diferença entre os valores apresentados por diferentes fontes, Ahn Gyu – back admitiu que as estimativas “parecem um pouco diferentes”, refletindo complexidades nas análises geopolíticas.

Apesar do cenário tenso em relação aos armamentos nucleares vizinhos, é importante notar como essas declarações se desenrolam no contexto das novas tentativas diplomáticas e aproximação anunciada pelo presidente Trump com Kim Jong – un. Por outro lado, o regime norte – coreano mantém uma postura crítica constante contra qualquer exercício militar conjunto realizado pelas forças dos Estados Unidos e da Coreia do Sul na região de combate

Posicionamento oficial sul – coreano

Mesmo reconhecendo a capacidade nuclear existente por parte da Coreia do Norte— um fato incontestável —, o governo republicano coreano manteve sua posição política clara: não há reconhecimento formal ou legal que classifique Pyongyang como um Estado possuidor de armas nucleares.

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Ahn reforçou publicamente que Seul continuará contando com aquilo que chama de “guarda – chuva nuclear” fornecido pelos Estados Unidos para garantir integralmente sua defesa nacional.

Além disso, ele deixou claro os limites das políticas internas e externas:

O país asiático jamais pretende desenvolver seu próprio arsenal atômico

Também foi enfatizado por Ahn Gyu – back que a Coreia do Sul rejeita receber qualquer tipo de armamento tático proveniente da China na área territorial sul – coreana.