Coreia do Norte critica Estados Unidos e aliados por intensificação de blocos militares

A crítica da Coreia do Norte reflete preocupações sobre a escalada militar na região, destacando a tensão crescente entre blocos geopolíticos.

Líder norte-coreano Kim Jong-un observa as instalações da nova fábrica de produção de materiais nucleares em 3 de junho de 2026, segundo a agência de notícias estatal KCNA

A Coreia do Norte criticou, neste sábado (11), os Estados Unidos e seus aliados, acusando – os de intensificarem blocos militares e acelerarem a corrida armamentista. A declaração foi feita após a recente cúpula da Otan, onde Pyongyang alegou que os líderes da organização distorceram suas ações soberanas legítimas como uma ameaça, conforme apontou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado da agência estatal KCNA.

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De acordo com o ministério, a aliança militar demonstrou um comprometimento ainda mais profundo com a confrontação entre blocos ao reforçar a cooperação militar com parceiros na região da Ásia – Pacífico.

Decisões na cúpula da Otan

Na terça – feira, durante a cúpula da Otan realizada na Turquia, foram anunciados acordos de compras militares e industriais que totalizam mais de US 50 bilhões. Ao mesmo tempo, os aliados europeus enfrentam pressão do presidente dos Estados Unidos para que assumam uma parte maior dos custos de defesa da aliança.

O presidente sul – coreano, Lee Jae Myung, também presente no evento, expressou seu desejo de aumentar a colaboração de Seul com os aliados da Otan em áreas como pesquisa e desenvolvimento de tecnologias avançadas e na fabricação de sistemas de armas.

A visão de Pyongyang sobre a Otan

Pyongyang classificou a cúpula como uma evidência de que a Otan é uma entidade voltada para conflitos, buscando interesses geopolíticos exclusivos às custas da paz e segurança tanto na Europa quanto na Ásia – Pacífico. A Coreia do Norte defende que a pressão ocidental para desmantelar seu programa nuclear foi encerrada permanentemente.

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Além disso, Pyongyang argumenta que as tentativas de desnuclearização devem começar com as iniciativas da Coreia do Sul e do Japão em desenvolver suas próprias armas nucleares sob o respaldo dos Estados Unidos. O ministério também mencionou as ambições nucleares dos membros da Otan envolvidos em acordos de compartilhamento nuclear.

No comunicado, a Coreia do Norte reafirmou sua intenção de proteger sua soberania e interesses de segurança, além da paz regional, por meio do exercício responsável de seus direitos soberanos. Na sexta – feira anterior, a KCNA havia informado sobre decisões tomadas para reforçar suas forças nucleares “quantitativa e qualitativamente”, enquanto Kim Jong Un enfatiza a necessidade de modernizar as Forças Armadas do país.

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