“Cora Coralina” avança sob Córrego Aricanduva: o que esperar do Metrô?

“Cora Coralina” avança em trecho crítico do Metrô! Saiba como a tuneladora cruzará o Córrego Aricanduva e chegará a Guilherme Giorgi.

16/04/2026 15:53

3 min

“Cora Coralina” avança sob Córrego Aricanduva: o que esperar do Metrô?
(Imagem de reprodução da internet).

Tuneladora “Cora Coralina” Avança em Trecho Crucial da Expansão do Metrô

Após concluir sua passagem pela futura estação Aricanduva no dia 13 de abril, a tuneladora “Cora Coralina” iniciou uma fase mais sensível na expansão do sistema na zona leste de São Paulo. O próximo segmento a ser escavado abrange pouco mais de 800 metros de extensão.

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Este trecho inclui a passagem pelo poço de ventilação e saída de emergência (VSE) Júlio Colaço, antes de seguir em direção à estação Guilherme Giorgi. O trajeto exige que o equipamento cruze sob o Córrego Aricanduva, a uma distância de aproximadamente 10 metros do leito.

Desafios Técnicos na Travessia do Córrego Aricanduva

Para garantir a passagem segura sob o córrego, o Metrô realizou preparativos importantes. Foram executados tratamentos de solo e implantadas estruturas de drenagem. Além disso, foi mantido um monitoramento rigoroso de redes subterrâneas, como gasodutos e tubulações existentes.

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A escavação deste trecho específico deve levar cerca de três meses, considerando o ritmo operacional médio do equipamento. O trajeto da tuneladora Cora Coralina, de Aricanduva até Guilherme Giorgi, é um ponto focal de atenção para os engenheiros.

Próximos Passos e Cronograma Estimado

Com a retomada dos trabalhos prevista para maio, a chegada à estação Guilherme Giorgi pode ser estimada para agosto, segundo projeções conservadoras. Após este ponto, a tuneladora continuará seu percurso em direção à estação Santa Isabel e, subsequentemente, ao Complexo Rapadura, onde finalizará a escavação neste segmento da expansão.

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A Estação Aricanduva: Construção com Método Diferenciado

A estação Aricanduva se destaca no novo trecho por ser construída utilizando o método de poços secantes. Este método permite a operação com seis frentes simultâneas e uma profundidade que varia entre 25 e 30 metros.

O empreendimento, segundo o Metrô, já atingiu 55% de execução, contabilizando projeto executivo, obras civis e sistemas. As estruturas de concreto, por sua vez, já apresentam 43% de conclusão.

Infraestrutura e Capacidade da Estação

A estação Aricanduva terá uma área construída estimada em 19,5 mil m² e uma demanda projetada superior a 25 mil passageiros diariamente. O projeto contempla 18 escadas rolantes e cinco elevadores.

Há também previsão de integração futura com o BRT da Avenida Aricanduva. Durante as obras, foram empregados cerca de 35 mil m³ de concreto e 8 mil toneladas de aço. Imagens recentes confirmam o avanço interno, com a instalação de escadas fixas já visível no interior da estação.

Conclusão do Avanço das Obras

O progresso da tuneladora e os avanços estruturais na estação Aricanduva demonstram o ritmo contínuo da expansão do metrô na zona leste. Os desafios técnicos, como a travessia do córrego, estão sendo gerenciados com planejamento detalhado.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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