Copom decide: juros podem cair! Conflito no Oriente Médio gera incertezas e pode levar à primeira redução em 2 anos. Acompanhe!
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reunirá nesta quarta-feira (18) para avaliar o cenário econômico, com o conflito no Oriente Médio gerando incertezas e impactando o preço dos combustíveis. A reunião, a segunda do ano, pode marcar a primeira redução das taxas de juros em dois anos, conforme o que muitos analistas de mercado preveem.
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Atualmente, a taxa Selic está em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006. Apesar da alta, espera-se que o Copom decida cortar os juros, embora o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã tenha gerado dúvidas sobre o tamanho do corte. Algumas instituições financeiras agora apostam em adiamento da redução, devido à incerteza.
Uma pesquisa semanal que monitora o mercado financeiro sugere uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica, levando a Selic a 14,75% ao ano. Essa expectativa era de 0,5% antes do início do conflito no Oriente Médio, demonstrando o impacto da instabilidade global na projeção do Copom.
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O comportamento da inflação continua sendo um ponto de atenção. Apesar de ter recuado para 3,81% em 12 meses, abaixo dos 4% desde maio de 2024, a estimativa de inflação para 2026 subiu para 4,1% devido ao conflito. Essa projeção, divulgada no último boletim Focus, representa inflação próxima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, podendo chegar a 4,5% com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto.
A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Através de operações de mercado aberto, o BC compra e vende títulos públicos para manter a taxa próxima do valor definido pelo Copom. Quando a taxa é aumentada, o objetivo é conter a demanda e evitar que os preços subam.
A redução da Selic tende a tornar o crédito mais barato, incentivando a produção e o consumo, e, consequentemente, afrouxando o controle da inflação. No entanto, é importante considerar que os bancos também avaliam outros fatores, como o risco de inadimplência e as despesas administrativas, na hora de definir as taxas cobradas dos consumidores.
O sistema de meta contínua, adotado pelo Banco Central, define uma meta de inflação de 3% com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Essa meta é atualizada mensalmente, considerando a inflação acumulada em 12 meses.
Em março de 2026, a inflação desde abril de 2025 será comparada com a meta, e o procedimento se repete mensalmente.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.