Copel anuncia aumento de 20,51% nas tarifas de energia elétrica no Paraná a partir de hoje
Aumento nas tarifas de energia elétrica impactará 5,32 milhões de consumidores no Paraná, com variações de 19,85% a 21,87% conforme o tipo de consumo
A partir de hoje, 24 de janeiro de 2026, os consumidores do Paraná atendidos pela Copel enfrentarão um aumento médio de 20,51% nas tarifas de energia elétrica. Essa revisão tarifária foi aprovada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e afetará aproximadamente 5,32 milhões de unidades consumidoras, incluindo residências, comércios, propriedades rurais e indústrias.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Aumento por tipo de consumo
O impacto do reajuste varia conforme o tipo de consumo. Para os usuários de baixa tensão, que compreendem a maior parte das residências e pequenos estabelecimentos comerciais, a elevação média será de 19,85%. Em contrapartida, os consumidores em alta tensão, como grandes indústrias, terão um acréscimo médio ainda maior, estimado em 21,87%.
Por exemplo, uma família que atualmente paga R$ 200 por mês verá sua conta aumentar para cerca de R$ 240. Já aqueles que têm uma conta mensal de R$ 300 passarão a desembolsar cerca de R$ 360.
Composição da tarifa e fatores do reajuste
Em comunicado oficial, a Copel destacou que a composição da tarifa é influenciada principalmente pela Parcela A. Esse componente abrange custos que não são retidos pela distribuidora, como a compra e transmissão de energia e encargos setoriais. No total, esses custos somam R$ 12,2 bilhões, sendo R$ 5 bilhões referentes à compra de energia e R$ 2,44 bilhões à transmissão.
A atualização da Parcela A e dos componentes financeiros foi responsável por uma pressão significativa sobre o reajuste tarifário, contribuindo com 20,19 pontos percentuais para a revisão. Paralelamente, a atualização da Parcela B — que remunera investimentos e cobre custos operacionais da distribuidora — adicionou 8,58 pontos percentuais ao aumento.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Entretanto, um mecanismo conhecido como diferimento tarifário foi aplicado, resultando em uma redução no impacto final do aumento em 8,26 pontos percentuais.
Esse diferimento permite o adiamento de parte dos custos que deveriam ser cobrados imediatamente dos consumidores. O valor postergado gira em torno de R$ 1,1 bilhão e será recuperado nas tarifas nos próximos anos. De acordo com Fernando Mosna, relator do processo na Aneel, sem essa medida o reajuste médio teria alcançado impressionantes 28,77%.
Leia também
A revisão tarifária periódica ocorre a cada ciclo regulatório estabelecido pela Aneel e é distinta do reajuste anual das distribuidoras. Nesse processo regulatório, a agência revisa minuciosamente a estrutura de custos da concessionária e define parâmetros de eficiência para determinar a remuneração que poderá ser cobrada dos consumidores nos anos seguintes.
Assim sendo, as contas dos paranaenses podem sofrer variações consideráveis nos próximos períodos em função dessa nova estrutura tarifária.