Privatização da Copasa: Alerta e Suspeitas Circulam em Minas Gerais
A possibilidade de o leilão de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) ocorrer ainda em março de 2026 tem gerado crescente preocupação entre trabalhadores e a população mineira. Apesar da declaração da atual presidenta, Marília Carvalho de Melo, sobre a venda acontecer no primeiro trimestre de 2026, boatos e alertas circulam sobre a data do leilão, levantando questões sobre o futuro dos serviços de água e esgoto no estado.
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O sindicato dos trabalhadores da Copasa, o Sindágua-MG, aponta para irregularidades no processo, com a reunião que discutiu os moldes da privatização sendo convocada pelo ex-presidente do Conselho de Administração, Hamilton Amadeo, que confessou envolvimento em um esquema de propina.
A entidade considera o formato da privatização, com a oferta secundária de ações na bolsa, como um risco para a qualidade dos serviços e o aumento das tarifas cobradas dos consumidores.
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Formato da Privatização e Alertas da População
Segundo o Sindágua-MG, a privatização implica que o Estado, detentor de 50,03% da companhia, perderá o poder de veto nas discussões sobre a estatal. A população mineira teme que, com a desestatização, os serviços de saneamento, como a distribuição de água e o tratamento de esgoto, percam qualidade e sofram com o aumento das tarifas.
Essa preocupação se intensificou com a aprovação da PEC 24/2023 pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que retirou a obrigatoriedade de realização de um referendo popular para autorizar a venda.
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Investigação e CPI Urgente
Diante da iminência da venda das ações do Estado, o Sindágua-MG defende a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na ALMG para apurar a legalidade do processo e investigar possíveis irregularidades e esquemas de corrupção.
Eduardo Pereira, presidente do sindicato, critica a indicação de Hamilton Amadeo ao Conselho de Administração e a influência do governador Romeu Zema (Novo) no processo, alertando para o risco de que a privatização seja utilizada para financiar campanhas políticas.
Riscos e Preocupações com a Privatização
A privatização da Copasa está na plataforma política de Romeu Zema desde sua campanha para o governo de Minas Gerais. A entidade aponta que, em outros estados e países onde serviços essenciais foram privatizados, os governos têm buscado a reestatização devido à piora da qualidade e ao aumento das tarifas.
Além disso, o Estado perde o controle de áreas estratégicas para o combate às desigualdades. A reportagem aguarda posicionamento da Copasa e do governo de Minas Gerais sobre as denúncias.
Conclusão: Uma Questão de Legitimidade e Impacto Social
A disputa pela privatização da Copasa revela tensões políticas e preocupações sobre o futuro dos serviços de saneamento em Minas Gerais. As suspeitas de irregularidades, a influência de figuras controversas e a aprovação de medidas que desconsideram a vontade popular levantam questões sobre a legitimidade do processo e seus potenciais impactos na população.
