Copa do Mundo de 2026 traz inovação em gramados; saiba como isso muda os estádios

Debate sobre Futebol e Shows nos Estádios
O debate acerca da convivência entre futebol e grandes shows nos estádios ganhou um novo elemento com a aproximação da Copa do Mundo de 2026. Uma tecnologia inovadora de gramado natural, que possibilita a troca da superfície em poucas horas, será implementada em 14 das 16 arenas do torneio, incluindo o MetLife Stadium, nos Estados Unidos, que sediará a final da competição.
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Desenvolvido por Chad Price, cofundador da Carolina Green, o sistema utiliza um gramado natural cultivado sobre uma camada impermeável e uma base arenosa. Essa abordagem fortalece o sistema radicular da grama, criando uma estrutura que pode ser transportada e instalada rapidamente, permitindo uso quase imediato após a colocação.
Conhecida como Sod Grown on Plastic (SOP), essa tecnologia tem sido adotada em projetos esportivos de alta exigência ao redor do mundo.
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Desafios e Oportunidades
A proposta visa solucionar um dos principais desafios enfrentados pelos estádios: manter um gramado natural em boas condições, mesmo com uma agenda intensa de eventos. Para Price, essa inovação abre novas possibilidades para o uso das arenas sem comprometer a qualidade da superfície destinada aos atletas. “Acredito que o cultivo em tecnologia GameOnGrass é uma ferramenta valiosa para tornar os estádios disponíveis para diversas atividades, como concertos, enquanto ainda oferece uma superfície de jogo superior para os atletas”, afirmou durante o Sports Turf Field Day 2026.
O executivo destacou que a demanda pelo sistema cresceu rapidamente após os primeiros testes em larga escala. “Assim que produzimos o primeiro campo, o segundo veio logo em seguida, e a notícia de que era um produto viável se espalhou, permitindo mais eventos e substituições imediatas”, acrescentou.
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Implementação em Arenas da NFL
Além do MetLife Stadium, a tecnologia também está presente em arenas da NFL que receberão partidas da Copa, como o Arrowhead Stadium, casa do Kansas City Chiefs. O sistema é utilizado no FedEx Field, do Washington Commanders, no M&T Bank Stadium, do Baltimore Ravens, e no Soldier Field, em Chicago.
A capacidade de trocar rapidamente o gramado é vista por gestores de arenas como uma forma de aumentar receitas sem afetar o calendário esportivo.
A lógica é simples: realizar eventos, substituir a superfície natural rapidamente e liberar o estádio novamente para partidas oficiais. No Brasil, a tecnologia foi recentemente lançada pela Itograss sob o nome Play On Time, destacando-se pela formação de um bloco radicular mais denso e entrelaçado, garantindo maior estabilidade e eficiência na drenagem.
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Versatilidade e Futuro dos Estádios
Rodrigo Santos, coordenador do Centro de Gramados Esportivos e Inovação da Itograss, afirmou que o Play On Time oferece um gramado estável, preparado para suportar uso intenso com segurança. “Diferentemente de outros modelos, que exigem espera de dois a três dias para uso, esse método permite a utilização do gramado poucas horas após a instalação”, explicou.
A versatilidade do sistema foi ressaltada por Travis Hogan, diretor de Gestão de Gramados do Kansas City Chiefs. “Essa tecnologia permite que estádios e clubes gerem mais renda e tenham flexibilidade, pois é possível trocar o gramado rapidamente.
Podemos ter um jogo no domingo, um show no sábado, trocar o gramado e estar prontos para jogar novamente na segunda-feira”, declarou.
A experiência que será observada em larga escala durante a Copa do Mundo pode servir como referência para o futuro dos estádios. Em um cenário de discussões sobre o desgaste dos gramados e a realização de shows, essa tecnologia surge como uma solução para preservar o gramado natural, sem limitar o potencial comercial das arenas.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



