Copa do Mundo de 2026 registra 14 trocas de treinadores durante o torneio

A alta rotatividade de treinadores na Copa do Mundo de 2026 reflete a pressão intensa sobre as seleções, com mudanças ocorrendo em momentos críticos do torneio.

Taça da Copa do Mundo

A Copa do Mundo de 2026 já trouxe mudanças significativas fora de campo, com 14 treinadores abandonando suas seleções durante o torneio, seja por demissão, pedido de desligamento ou término de contrato. Essas trocas ocorreram em diferentes momentos da competição, refletindo a alta rotatividade que caracteriza este evento esportivo.

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Enquanto alguns técnicos foram afastados ainda na fase de grupos, outros deixaram seus cargos após a eliminação de suas equipes.

Entre os casos mais notáveis está o de Sabri Lamouchi, da Tunísia, que foi o primeiro a perder o comando durante o Mundial. A goleada de 5 a 1 sofrida para a Suécia na estreia levou à troca imediata no comando da equipe, com Hervé Renard assumindo a seleção ainda durante a competição.

Demissões e pedidos de desligamento

Steve Clarke também decidiu encerrar sua trajetória após a eliminação da Escócia na fase de grupos. Com apenas uma vitória e uma terceira colocação no Grupo C, ele não conseguiu levar os escoceses ao mata – mata.

Outro ícone do futebol sul – coreano, Hong Myung – Bo pediu demissão depois que sua seleção somou apenas três pontos e foi eliminada logo na primeira fase. A derrota para o México e outra para a África do Sul selaram o destino da Coreia do Sul no torneio.

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A situação não foi diferente para Miroslav Koubek, da República Tcheca. Sem vencer nenhuma partida e com apenas um ponto conquistado no Grupo A, ele foi demitido logo após a eliminação da equipe.

Desempenhos decepcionantes e novas direções

Marcelo Bielsa também viu seu ciclo à frente do Uruguai chegar ao fim durante a Copa. Com apenas dois pontos somados na fase de grupos, sua passagem pela Celeste foi marcada por turbulências internas e frustrações no desempenho da equipe.

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Diferente dos demais casos, Sebastián Beccacece optou por deixar seu cargo após a derrota por 2 a 0 para o México nos 16 avos de final. Apesar de não ter avançado no torneio, ele se despediu com um sentimento de dever cumprido.

Ronaldo Koeman anunciou sua saída após a eliminação da Holanda nos pênaltis para o Marrocos. Além das questões esportivas, problemas de saúde enfrentados pela sua esposa influenciaram essa decisão.

Caminhos individuais após as eliminações

Julian Nagelsmann deixou o comando da seleção alemã depois do revés nos pênaltis contra o Paraguai nos 16 avos. Seu contrato longo não foi suficiente para mantê – lo após mais um fracasso no torneio.

Hervé Renard assumiu temporariamente a Tunísia durante a fase de grupos, mas não conseguiu evitar que a equipe terminasse na lanterna do Grupo F, resultando na não renovação do seu vínculo após o Mundial.

Carlos Queiroz teve uma passagem breve à frente de Gana. Após levar a seleção ao mata – mata, ele viu sua equipe ser eliminada pela Colômbia e não conseguiu acordo para continuar no cargo.

Finais tristes para grandes nomes

Javier Aguirre encerrou seu trabalho com o México após uma derrota apertada por 3 a 2 para a Inglaterra nas oitavas de final. Mesmo jogando em casa, sua equipe não conseguiu avançar às quartas e acabou sendo dispensado.

No caso de Roberto Martínez, Portugal foi eliminado pela Espanha com um gol que selou sua saída como treinador da seleção portuguesa. Zlatko Dalic também se despediu da Croácia após quase nove anos à frente do time, encerrando um ciclo vitorioso que incluiu o vice – campeonato mundial em 2018.

Pape Thiaw deixou seu cargo como treinador de Senegal logo após a eliminação na segunda fase do torneio. Sua saída foi oficializada pela federação pouco tempo depois do encerramento da campanha africana na Copa do Mundo.