Copa do Mundo de 2026 gera críticas sobre desigualdade nas eliminatórias com novo formato de 48

A nova estrutura da Copa do Mundo de 2026 levanta preocupações sobre a equidade nas eliminatórias, afetando o equilíbrio competitivo entre as seleções.

Carlo Ancelotti em Escócia x Brasil

A Copa do Mundo de 2026 trouxe um novo formato com 48 seleções, ampliando o número de participantes e promovendo uma maior inclusão no torneio. No entanto, essa mudança gerou discussões sobre o equilíbrio competitivo da competição, levantando críticas que vão desde as condições climáticas até a logística e as paradas para hidratação.

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Além disso, o regulamento passou a ser questionado, pois agora existem situações em que o desempenho em campo não garante vantagens equivalentes.

Uma das principais preocupações surge logo no início da fase eliminatória. Pela primeira vez, a Copa conta com 12 grupos de quatro seleções cada. Os dois primeiros colocados de cada chave avançam, assim como os oito melhores terceiros, formando um total de 32 equipes na fase seguinte.

Para acomodar essa nova estrutura, a Fifa já definiu os cruzamentos para as eliminatórias.

Desigualdade nos cruzamentos da fase eliminatória

Essa definição prévia resultou em situações onde líderes de grupo enfrentam terceiros colocados, enquanto outros têm pela frente vice – líderes. Essa diferença gera uma desigualdade significativa no grau de dificuldade entre seleções que apresentaram desempenhos semelhantes na fase de grupos.

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Um exemplo claro disso é o Brasil. Após liderar sua chave sob a direção de Carlo Ancelotti, a equipe enfrentará o Japão, que ficou em segundo lugar no Grupo F e é considerada uma das seleções mais competitivas do torneio. Em contraste, outros líderes se verão frente a times que avançaram como terceiros colocados com apenas três ou quatro pontos.

Portanto, vencer um grupo já não representa uma vantagem uniforme como antes. O novo formato altera essa lógica tradicional: as campanhas bem – sucedidas podem não resultar em adversários menos difíceis nas fases seguintes.

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Impacto da classificação dos terceiros colocados

Outro aspecto controverso é a seleção dos oito melhores terceiros colocados. Como os grupos encerram suas atividades em dias diferentes, as equipes que jogam nas últimas rodadas têm conhecimento prévio dos resultados necessários para garantir suas classificações.

Por outro lado, aquelas que atuam primeiro precisam arriscar sem saber se seus esforços serão suficientes.

Esse fator pode influenciar diretamente nas estratégias adotadas pelas equipes e gera uma vantagem competitiva ligada ao calendário da competição, e não à qualidade técnica dos times. Embora as partidas da última rodada aconteçam simultaneamente, a comparação entre os terceiros colocados ocorre ao longo de vários dias, permitindo que as seleções dos grupos finais entrem em campo com informações mais claras sobre suas necessidades.

A Copa do Mundo de 2026 também implementou mudanças nas regras de desempate. Agora, o confronto direto tem prioridade sobre o saldo de gols, permitindo que uma seleção seja eliminada mesmo apresentando um saldo superior ao de um concorrente — uma alteração que também gerou debates acalorados durante o torneio.

Discussões sobre o futuro do torneio

A ampliação da Copa era uma antiga demanda da Fifa para aumentar a representatividade das confederações e incluir mais países no principal torneio do futebol mundial. Contudo, esse novo formato também desencadeou um debate sobre até que ponto as regras conseguem equilibrar as recompensas para aqueles que realizam melhores campanhas.

A fase de grupos passou a ter grande influência na distribuição dos caminhos para o mata – mata. Em um torneio decidido por detalhes minuciosos, fatores como chaveamento e calendário adquiriram um peso significativo que muitos acreditam reduzir a primazia do mérito esportivo na luta pelo título.

Com a manutenção desse formato até 2030, surgem questionamentos sobre como criar um modelo de torneio que elimine essas lacunas na classificação e garanta justiça competitiva.