Coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro pede reunião com Fachin e aguarda resposta

Senador Rogério Marinho aguarda resposta de Fachin após solicitar encontro para discutir relação institucional entre campanha e STF.

01/10/2026 00:02

3 min

Rogerio Marinho (PL-RN)
Rogerio Marinho (PL-RN)

O coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL – RN), protocolou um pedido de reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. Até o momento, segundo Marinho, o encontro ainda não foi confirmado.

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O parlamentar afirmou à reportagem que o pedido foi feito no final da semana passada e segue sem resposta.

A iniciativa, segundo o senador, tem como objetivo deixar claro que, caso seja eleito para o Palácio do Planalto em 2026, Flávio Bolsonaro pretende manter um canal de diálogo institucional com a Corte. A ideia é evitar ataques diretos ao STF como instituição, mesmo que o candidato mantenha críticas duras e pessoais a dois de seus ministros.

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Críticas a Moraes e Dino e a defesa da instituição

Na prática, a estratégia da campanha de Flávio Bolsonaro busca separar a imagem do STF como Poder da atuação de magistrados específicos. O próprio candidato já afirmou publicamente que a Corte, enquanto instituição, não deve ser alvo de ofensas.

No entanto, ele nunca escondeu a vontade de promover o impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

Essa postura dupla — de respeito ao órgão e de enfrentamento a integrantes — tem sido uma marca da pré – campanha. Para Marinho, a reunião com Fachin serviria justamente para explicar esse posicionamento e garantir que, em um eventual governo, o Supremo não será tratado como inimigo. “Queremos reforçar que o diálogo institucional será preservado”, disse o senador.

A demora na resposta de Fachin, no entanto, já gera apreensão nos bastidores da campanha. Aliados do senador avaliam que o silêncio pode indicar uma resistência da Corte em abrir esse canal de comunicação com um nome ligado ao bolsonarismo. O STF, por sua vez, não se pronunciou oficialmente sobre o pedido.

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O contexto da pré – campanha de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex – presidente Jair Bolsonaro, tenta se consolidar como o nome da direita na sucessão presidencial. Sua campanha tem buscado equilibrar o discurso de continuidade do legado do pai com uma tentativa de moderar o tom institucional, especialmente diante do Judiciário.

As críticas a Alexandre de Moraes e Flávio Dino, no entanto, são constantes. O candidato os acusa de perseguição política e já defendeu a abertura de processos de impeachment contra ambos. Mesmo assim, a orientação da coordenação é de que o STF, como Poder da República, não pode ser desrespeitado. “Atacar a instituição não é o caminho”, repetem aliados.

A reunião com Fachin, se confirmada, seria um dos primeiros gestos concretos de Flávio nessa direção. Marinho espera que o encontro ocorra ainda nas próximas semanas, antes do início oficial da campanha eleitoral. O senador acredita que o diálogo pode reduzir a tensão entre os poderes, algo que, na visão dele, interessa ao país.

Por enquanto, o pedido segue na mesa de Fachin. A resposta, ou a falta dela, será observada de perto pelo entorno do candidato. O silêncio do STF, para a campanha, já é interpretado como um primeiro sinal de como será a relação entre os poderes caso Flávio Bolsonaro avance nas pesquisas e se torne um nome forte na disputa pelo Planalto.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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