Convergência entre Democratas e Republicanos: A China como Tema Unificador nos EUA

Em meio à polarização política dos EUA, democratas e republicanos concordam: a China é uma ameaça. Maurício Moura analisa essa convergência e suas implicações.

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(Imagem de reprodução da internet).

Convergência de Opiniões sobre a China no Cenário Político dos EUA

Em um contexto político americano marcado pela polarização, democratas e republicanos encontram um ponto em comum: a percepção sobre a China. Essa análise foi apresentada por Maurício Moura, professor da Universidade George Washington. “É interessante notar que esse é um dos raros temas que unem os dois partidos, refletindo também o imaginário do eleitor”, comentou Moura.

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De acordo com o professor, a visão compartilhada sobre a China se manifesta de maneiras distintas entre os eleitores de cada partido. Os democratas, que tendem a ser mais escolarizados e urbanos, veem a China como uma ameaça à segurança nacional, destacando preocupações com cibersegurança e roubo de segredos industriais. “Eles percebem um adversário que pode impactar negativamente a economia americana, não respeitando as regras do direito e comércio internacional”, detalhou.

Por outro lado, os eleitores republicanos, especialmente aqueles com menor escolaridade e renda, associam a China à desindustrialização dos Estados Unidos. “Para eles, a China representa a perda de empregos e a saída de indústrias”, afirmou Moura.

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O professor também ressaltou que essa preocupação em relação à China ultrapassa as divisões partidárias em Washington. Políticos como Marco Rubio defendem que a política externa americana deve priorizar a relação com o país asiático. “Atualmente, se há um consenso em Washington, é sobre o perigo que a China representa, tanto para a economia quanto para a segurança nacional”, concluiu.

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Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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