Controvérsias sobre Ofensivas Militares no Caribe
A legalidade das operações militares no Caribe, ordenadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem gerado debates intensos nas últimas semanas. Isso se intensificou após um ataque a uma embarcação em setembro de 2025. O editor de internacional Diego Pavão, durante o Live CNN, destacou que o incidente levanta questões sobre a conformidade dessas ações com as normas do Departamento de Defesa dos EUA e com o Direito Internacional.
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O episódio envolveu um primeiro disparo contra um barco que, segundo a versão oficial americana, transportava drogas. Após esse ataque inicial, a embarcação foi neutralizada, resultando em destroços e duas pessoas sobreviventes à deriva no mar.
Contudo, as forças americanas realizaram um segundo ataque, que agora é questionado em relação à sua necessidade e legalidade.
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Diretrizes do Pentágono em Questão
Conforme o manual de Lei de Guerra do Pentágono, que contém mais de mil páginas de diretrizes, existem quatro pontos principais que colocam em dúvida a legalidade da ação. O primeiro diz respeito ao status de náufrago, que se aplica a pessoas indefesas após um ataque.
O segundo ponto aborda a condição de “fora de combate”, que se refere a indivíduos que não representam mais perigo.
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Um terceiro aspecto destacado no manual afirma que, mesmo que indivíduos tenham sido considerados combatentes inimigos anteriormente, isso não se aplica neste caso. Por fim, o quarto ponto é a “presunção de proteção”, que estabelece que, em caso de dúvida sobre o perigo que determinadas pessoas representam, não se deve atacá-las.
Justificativas e Implicações Políticas
A justificativa do governo americano para o segundo ataque é que a embarcação precisava ser completamente neutralizada para evitar que outros narcotraficantes recuperassem a carga. No entanto, não há confirmação independente de que esses barcos estivessem realmente envolvidos em rotas de narcotráfico, como alega o governo dos EUA.
A situação também ganha contornos políticos nos Estados Unidos, com membros do Partido Democrata questionando a necessidade do segundo ataque. Esse episódio ocorre em um contexto de crescentes tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela, onde Donald Trump utiliza a questão do narcotráfico na região do Caribe como parte de sua retórica contra o governo venezuelano.
