Especialistas do CNN Sinais Vitais revelam que o controle da pressão arterial exige uma abordagem personalizada. Descubra dicas valiosas sobre sal e álcool!
O manejo da pressão arterial requer uma abordagem diversificada e adaptada a cada paciente, conforme afirmam especialistas que participaram do programa CNN Sinais Vitais. Os médicos enfatizam que o tratamento da hipertensão geralmente envolve a combinação de diferentes medicamentos em doses reduzidas, visando aumentar a eficácia e minimizar os efeitos colaterais.
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De acordo com Decio Mion, professor Livre-Docente de Nefrologia da Faculdade de Medicina da USP, essa estratégia medicamentosa busca atuar em múltiplos mecanismos do corpo ao mesmo tempo. “A ideia é usar vários medicamentos em doses baixas para evitar efeitos colaterais e agir em diferentes frentes.
Em cada paciente, não sabemos exatamente o que está elevando a pressão”, explicou.
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Outro ponto amplamente debatido foi o consumo de sal. Os especialistas destacaram a existência de pessoas classificadas como “sal sensíveis” e “sal resistentes”, o que impacta diretamente no tratamento. “O sal sensível, ao consumir sal, apresenta aumento da pressão, inchaço e ganho de peso.
Já o sal resistente não apresenta essas reações, claro que dentro de certos limites”, esclareceu Mion.
Os médicos alertaram que a eliminação total do sal da dieta não é recomendada; o ideal é buscar um equilíbrio. “Quando alguém diz que não usa sal, está errado. O sal deve ser reduzido, mas não eliminado. A redução excessiva pode trazer efeitos negativos”, afirmou Álvaro Avezum, diretor do Centro Internacional de Pesquisa e do Departamento de Cardiologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
Uma sugestão prática para controlar a ingestão de sal é observar a duração de um quilo do produto em casa. “A recomendação é que cada pessoa consuma cerca de 5 gramas de sal por dia. Em uma casa com quatro pessoas, um quilo de sal deve durar um mês e meio.
Se a pessoa compra sal a cada 15 dias, está consumindo em excesso”, orientou Mion.
Os especialistas também afirmaram que é possível controlar a hipertensão leve sem o uso de medicamentos, por meio de exercícios físicos regulares e redução do consumo de sal. Contudo, ressaltaram que a hipertensão pode surgir na terceira idade, mesmo em indivíduos com peso adequado, devido a fatores genéticos ou outras condições associadas.
O consumo de álcool foi destacado como um fator de risco significativo para a hipertensão e outras doenças. “O álcool é um dos principais fatores de risco para diversas enfermidades. Ele é tão prejudicial quanto o cigarro”, afirmou Avezum. Os especialistas foram claros ao desmistificar a ideia de consumo moderado. “A recomendação ideal é não beber.
Não existe um nível seguro de consumo”, enfatizou Dr. Kalil.
Um estudo canadense mencionado no programa revelou que, embora o álcool possa inicialmente parecer reduzir o risco de infarto, ele aumenta a probabilidade de AVC, câncer e mortalidade geral. “Embora o álcool tenha reduzido a chance de infarto, ele eleva o risco de AVC, câncer e mortalidade”, concluiu Álvaro.
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.