Contratos futuros de café arábica atingem máximas em três semanas, impulsionados por tensões entre EUA e Colômbia. Descubra os detalhes dessa alta!
Os contratos futuros do café arábica na ICE alcançaram máximas de três semanas nesta quarta-feira (7), impulsionados por preocupações com um possível aumento das tensões entre os Estados Unidos e a Colômbia, após declarações do governo Trump no último sábado (3).
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A Colômbia, que ocupa a segunda posição como maior produtor de café arábica do mundo, atrás apenas do Brasil, viu seus preços reagirem.
Durante a manhã, o preço do café arábica subiu mais de 1%, atingindo uma máxima de US$3,8285. O Rabobank, em um relatório, destacou que “a Colômbia corre o risco de sofrer interferência dos EUA, seja econômica, política ou por meio de outra operação militar.
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Essa instabilidade proporciona uma alta nos preços do café”.
Além disso, a operação militar dos EUA na Venezuela gerou críticas do presidente brasileiro Lula e do presidente colombiano Petro. O banco alertou que, caso a relação entre EUA e Brasil se deteriore novamente, isso poderá representar um novo risco para os preços do café.
Por outro lado, limitando os ganhos do café, as exportações de grãos verdes do Brasil, maior produtor de café, aumentaram 4,2% em dezembro em comparação ao ano anterior, marcando o primeiro crescimento anual desde março, conforme dados do governo.
O preço do café robusta permaneceu estável, cotado a US$4.006 por tonelada métrica.
No mercado de açúcar, o açúcar bruto também registrou uma alta de mais de 1%, alcançando cerca de 15 centavos de dólar por libra-peso. O adoçante está se consolidando acima de uma mínima de cinco anos, de 14,04 cents, atingida no final do ano passado, sob pressão das expectativas de um excedente global na temporada 2025/26.
As exportações brasileiras de açúcar, que lidera a produção global, aumentaram 4,2% em dezembro em relação ao ano anterior, totalizando 2,91 milhões de toneladas, segundo dados governamentais. A Itália e a França, no mês passado, expressaram que não estavam prontas para apoiar um acordo até que as preocupações dos agricultores sobre a entrada de commodities baratas, como carne bovina e açúcar, fossem resolvidas.
Recentemente, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, recebeu positivamente uma carta da Comissão, enviada na terça-feira (6), que propõe acelerar o apoio de 45 bilhões de euros aos agricultores, considerando-a um “passo positivo e significativo”.
O açúcar branco também subiu mais de 1%, sendo cotado a cerca de US$428 a tonelada.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.