Contrainformação: Crimes Esquecidos Revelados em Relatório Militar de 1974
Revelação chocante: Balanço da Contrainformação do Exército expõe crimes da ditadura! Nomes de vítimas e agente duplo vêm à tona. Descubra os detalhes!
Balanço da Contrainformação do Exército Revela Nomes e Crimes Esquecidos
Um relatório de balanço da situação da seção de Contrainformações do Exército, datado de 15 de março de 1974, traz à tona detalhes inéditos sobre a atuação de agentes infiltrados durante a ditadura militar brasileira. O documento identifica, de forma inédita, os nomes de pelo menos dez pessoas que foram capturadas em 1971, após terem sido delatadas por José Anselmo dos Santos, mais conhecido como Cabo Anselmo, o agente duplo mais famoso da época.
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Três desses indivíduos permanecem desaparecidos políticos até o presente.
O relatório detalha o percurso de Anselmo, desde sua transformação em agente do Centro de Informações do Exército (CIE) até o massacre da Chácara São Bento, em Recife, em 1973, que marcou sua descoberta como infiltrado. O documento revela a escala das operações, com um consumo alarmante de munição: cerca de 80 mil cartuchos de calibre .38, 15 mil de 9mm e 5 mil de .22, além de grande quantidade de material de documentação.
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Entre as vítimas da delação de Anselmo estão Valter Ribeiro Novaes, o “Jonas”; Paulo de Tarso Celestino da Silva, o “Mário”; Inês Etienne Romeu, a “Maristela”; Eleni Ferreira Telles Guariba, a “Helenira”; Afonso Bezerra da Silva, o “Nilo”; José Raimundo da Costa, o “Moisés”; Zenaide Machado, a “Raquel”; Lúcia Maurício Veloso, a “Mônica”; e Carlos Alberto do Carmo, o “Rubens”.
Inês Etienne Romeu relatou às autoridades, após ser libertada, que ouviu a tortura de Valter, Paulo e Eleni, em julho de 1971, enquanto ela estava presa na “Casa da Morte” de Petrópolis. Os três são considerados, até agora, desaparecidos políticos.
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Investigação Revela Detalhes da Operação e Suspeitas
O documento inédito, extraído do arquivo do coronel Etchegoyen, revela que os militantes contatados por Anselmo eram seguidos, fotografados e filmados, com o objetivo de serem identificados pelos órgãos de repressão. Esse procedimento desencadeou uma “série vertiginosa de mortes e prisões entre militantes da VPR e ALN”.
O relatório destaca que, à medida que as operações avançavam, começavam a surgir, entre os militantes da esquerda, suspeitas sobre a existência de um agente infiltrado nas fileiras da VPR — desconfianças que passaram a ser diretamente associadas a Anselmo.
O documento relata que, em julho de 1971, a rádio de Havana divulgou a informação de que um integrante da VPR teria sido preso e posteriormente solto para colaborar com a repressão. A notícia também chegou a Santiago do Chile, provocando forte repercussão entre exilados e banidos brasileiros, especialmente entre integrantes da própria organização.
O documento também revela que as informações sobre a possível atuação de um infiltrado teriam partido de Edgar de Aquino, o colega de Anselmo preso junto com ele. Mesmo detido, ele teria conseguido repassar ao exterior notícias sobre a prisão e suposta morte.
O movimento da socióloga e dirigente da VPR Maria do Carmo Brito, a “Lia”, morta em 2025, aos 83 anos, passou a acusá-lo de forma veemente, responsabilizando-o pelas “quedas” de militantes no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Novas Revelações sobre o Caso
O relatório confirma que o apelido de “Kymball”, utilizado no documento, faz referência ao personagem Dr. Richard Kimble, da série norte-americana “O Fugitivo”, e foi adaptado pelos agentes da repressão para identificar o infiltrado.
O documento registra que, à medida que as operações avançavam, começavam a surgir, entre os militantes da esquerda, suspeitas sobre a existência de um agente infiltrado nas fileiras da VPR — desconfianças que passaram a ser diretamente associadas a Anselmo.
O documento relata que, em julho de 1971, a rádio de Havana divulgou a informação de que um integrante da VPR teria sido preso e posteriormente solto para colaborar com a repressão. A notícia também chegou a Santiago do Chile, provocando forte repercussão entre exilados e banidos brasileiros, especialmente entre integrantes da própria organização.
O relatório do arquivo do coronel Etchegoyen registra que os militantes contatados por Anselmo eram seguidos, fotografados e filmados, com o objetivo de serem identificados pelos órgãos de repressão. Esse procedimento desencadeou uma “série vertiginosa de mortes e prisões entre militantes da VPR e ALN”.