Conselho Federal de Medicina proíbe uso de PMMA em procedimentos estéticos e reparadores

A proibição do PMMA pelo CFM visa aumentar a segurança em procedimentos estéticos

20/06/2026 14:31

2 min

Influenciadora mostrou marcas do PMMA no rosto
Influenciadora mostrou marcas do PMMA no rosto

Em maio de 2026, o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou uma nota oficial que proíbe o uso do PMMA (Polimetilmetacrilato) como substância preenchedora em procedimentos médicos, tanto para fins estéticos quanto reparadores. A única exceção a essa restrição é para o tratamento de lipodistrofia em pacientes portadores do HIV, que deve ser realizado exclusivamente em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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O que é PMMA e seus riscos

O PMMA é um material utilizado em diversos procedimentos estéticos, especialmente como preenchedor facial. No entanto, sua aplicação tem gerado preocupações devido a complicações relatadas por pacientes. Entre os problemas mais frequentes estão reações adversas que podem incluir inflamações e deformidades na área tratada.

Por esses motivos, o uso do PMMA foi gradualmente substituído pelo ácido hialurônico, considerado mais seguro e com menor risco de rejeição pelo organismo.

A decisão do CFM reflete uma crescente preocupação com a segurança dos procedimentos estéticos no Brasil. A proibição visa proteger os pacientes de possíveis efeitos colaterais graves associados ao uso do PMMA. O órgão regulador enfatizou que a medida foi tomada após análise cuidadosa das evidências disponíveis sobre a segurança e eficácia da substância.

Implicações da proibição do PMMA

A restrição imposta pelo CFM traz implicações significativas para profissionais da saúde e pacientes que já utilizaram ou pretendem utilizar o PMMA em tratamentos estéticos. Médicos e clínicas especializadas devem se adaptar rapidamente às novas diretrizes, garantindo que suas práticas estejam em conformidade com as regulamentações vigentes.

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Para os pacientes que já se submeteram a procedimentos com PMMA, surgem dúvidas sobre a possibilidade de remoção da substância. Especialistas alertam que a retirada do PMMA pode ser complexa e nem sempre garante resultados satisfatórios. Assim, é fundamental que os indivíduos afetados busquem orientação médica qualificada antes de tomar qualquer decisão sobre intervenções corretivas.

A proibição também levanta questões sobre o acesso a tratamentos alternativos, especialmente para aqueles que dependem do SUS para cuidados médicos. Embora o uso do PMMA esteja restrito, o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV continua sendo uma prioridade nas unidades de saúde credenciadas.

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Com essa nova diretriz, espera-se que haja um aumento na conscientização sobre os riscos associados ao uso de substâncias não regulamentadas na estética e uma maior responsabilidade por parte dos profissionais envolvidos. O CFM reitera seu compromisso com a saúde pública ao implementar medidas que visem à proteção dos pacientes em todo o país.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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