Conselho de Ética da Câmara Arquiva Ação Contra Lindbergh Farias em Votação Polêmica

Conselho de Ética da Câmara arquiva ação contra Lindbergh Farias, em votação polêmica. Entenda os detalhes dessa decisão que pode impactar o debate político!

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(Imagem de reprodução da internet).

Conselho de Ética da Câmara Arquiva Ação Contra Lindbergh Farias

Na quarta-feira (4), o Conselho de Ética da Câmara decidiu arquivar a ação movida pelo partido Novo contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). A votação resultou em 9 votos a favor do arquivamento, 3 contra e uma abstenção, seguindo o parecer do relator, deputado Fernando Rodolfo (PL-PE).

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O relator, que inicialmente havia recomendado a continuidade do processo, alterou seu voto e sugeriu o arquivamento na semana passada. A representação foi protocolada pelo Novo em março de 2025, após Lindbergh solicitar a investigação do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) por críticas ao Judiciário.

Contexto da Ação

O partido Novo alegou que o petista tentou intimidar e censurar van Hattem, ameaçando sua imunidade parlamentar. Lindbergh havia acionado a Procuradoria-Geral da República (PGR) após van Hattem criticar ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e chamar a Corte de “organização mafiosa” após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se tornar réu em um inquérito.

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Fernando Rodolfo argumentou que manter o processo poderia criar um precedente perigoso, cerceando o livre exercício do mandato parlamentar e inibindo o debate político. Ele destacou que punir um parlamentar por acionar órgãos de controle seria uma afronta à separação dos Poderes e ao Estado Democrático de Direito.

Próximos Passos e Declarações

O resultado da votação pode ser contestado no plenário, desde que haja o apoio de 52 parlamentares. Na reunião do Conselho de Ética, Lindbergh não esteve presente. O presidente do colegiado, Fábio Schiochet (União-SC), enfatizou a importância de evitar que o Conselho seja acionado por questões que não se relacionam a quebra de decoro parlamentar.

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Schiochet afirmou que o Conselho deve trabalhar o mínimo possível, ressaltando que sua função é atuar quando realmente necessário, evitando confusões no plenário. “Quando motivado e provocado, tem, sim, que trabalhar”, concluiu.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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