Conflitos no Oriente Médio podem disparar os preços do petróleo! Especialistas alertam para alta iminente após ataques dos EUA e Israel ao Irã. Saiba mais!
Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã devem resultar em um aumento nos preços do petróleo quando o mercado futuro abrir neste domingo (1), às 18h (horário da costa leste dos EUA), conforme alertam especialistas. A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e seus aliados anunciaram que elevarão sua produção diária em 206 mil barris, após uma pausa nos aumentos no início do ano.
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No quarto trimestre, o grupo já havia aumentado a produção em 137.000 barris por dia. Embora esse aumento possa amenizar um pouco a alta esperada, analistas de energia não acreditam que a produção adicional seja suficiente para controlar os preços.
O petróleo já vinha subindo em antecipação ao conflito, e na sexta-feira (27), o petróleo Brent, referência global, teve um aumento de 2,9%, alcançando US$ 72,87 o barril.
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A elevação dos preços do petróleo dependerá da duração da campanha militar e do impacto no Estreito de Ormuz, que é controlado pelo Irã. No sábado, Trump afirmou no Truth Social que “bombardeios pesados e precisos… continuarão, ininterruptamente, ao longo da semana ou pelo tempo que for necessário para alcançar nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, NA VERDADE, NO MUNDO”.
O Irã é um grande produtor de petróleo e controla uma rota marítima essencial para o transporte de petróleo bruto, exportando para países como a China. Possui a terceira maior reserva comprovada de petróleo do mundo, segundo a Opep. O Estreito de Ormuz é uma via crucial, com cerca de 20 milhões de barris de petróleo passando por ali diariamente, o que representa cerca de um quinto da produção global.
O Irã já ameaçou fechar essa importante rota em conflitos anteriores. Durante um confronto de 12 dias entre o Irã e Israel no ano passado, a Goldman Sachs estimou que os preços do petróleo poderiam ultrapassar US$ 100 por barril em caso de uma “interrupção prolongada” no estreito.
Bob McNally, presidente do Rapidan Energy Group, alertou que um fechamento causaria uma crise energética.
Uma preocupação ainda maior seria um ataque às instalações de produção de petróleo da Arábia Saudita, que poderiam ficar fora de operação por um longo período. McNally destacou que a usina de petróleo em Abqaiq, atacada em 2019, possui equipamentos que não podem ser facilmente substituídos.
As economias asiáticas, como China e Índia, estariam particularmente vulneráveis se o Estreito de Ormuz fosse fechado. A busca por petróleo de outros países poderia elevar os preços globais. Mesmo uma interrupção apenas nos embarques de petróleo iraniano teria repercussões em todo o mundo.
Clayton Seigle, pesquisador sênior do Centro de Relações Estratégicas e Internacionais, afirmou que a perda dos barris iranianos levaria a China a buscar suprimentos alternativos, resultando em um aumento de pelo menos US$ 10-12 no preço do petróleo bruto.
O Irã é o sexto maior produtor mundial de petróleo e, segundo especialistas, um conflito militar com o país resultaria em um aumento nos preços do petróleo, impactando diretamente os preços da gasolina e a inflação. McNally prevê que o petróleo Brent e o West Texas Intermediate alcançarão picos na abertura do mercado.
Os preços do petróleo podem subir até US$ 5 por barril, conforme estimativas de Andy Lipow, presidente da consultoria Lipow Oil Associates. Atualmente, os preços da gasolina estão em média em US$ 2,98, após uma leve alta desde os níveis mais baixos de 2021.
O governo Trump havia comemorado a queda nos preços, que agora estão sob ameaça devido ao conflito no Irã.
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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.