Conflitos em Rwampara: Polícia usa gás lacrimogêneo após enterro de vítima de Ebola

Conflitos em Rwampara marcam enterro de vítima de Ebola, com polícia utilizando gás lacrimogêneo. Entenda a tensão em meio ao surto no Congo.

22/05/2026 02:06

2 min

Conflitos em Rwampara: Polícia usa gás lacrimogêneo após enterro de vítima de Ebola
(Imagem de reprodução da internet).

Confrontos em Rwampara após enterro de vítima de Ebola

A polícia disparou tiros de advertência e utilizou gás lacrimogêneo na cidade de Rwampara, localizada no nordeste do Congo, nesta quinta-feira (21). A ação ocorreu após o surgimento de confrontos relacionados ao enterro de uma vítima do vírus Ebola.

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De acordo com testemunhas da agência Reuters, manifestantes invadiram um hospital e atearam fogo em tendas médicas.

Esses distúrbios acontecem em um momento crítico, enquanto as autoridades tentam controlar o recente surto de Ebola no leste da República Democrática do Congo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que existem 600 casos suspeitos relacionados ao vírus, tanto no Congo quanto em Uganda.

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O surto, que se concentra na província de Ituri, envolve a rara cepa Bundibugyo do vírus Ebola, para a qual não há vacina aprovada atualmente.

Importância dos enterros seguros

Autoridades de saúde ressaltam que a realização de enterros seguros é fundamental para conter a propagação da doença, uma vez que o Ebola pode ser transmitido por contato direto com os corpos das vítimas. Testemunhas relataram que a família do falecido contestou a causa da morte, alegando que não foi o Ebola, e exigiu a custódia do corpo, o que gerou tensão nas proximidades do centro de tratamento.

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Os confrontos se intensificaram quando os manifestantes invadiram o terreno do hospital e incendiaram tendas operadas pela organização médica humanitária ALIMA. Em resposta, as forças de segurança dispararam tiros de advertência e lançaram gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.

Desafios no combate ao Ebola

Os surtos anteriores de Ebola na região leste do Congo também foram marcados por desconfiança em relação aos profissionais de saúde e resistência de algumas comunidades, o que dificultou os esforços para rastrear contatos e isolar pacientes infectados.

Especialistas em saúde alertam que conflitos, deslocamento populacional e desconfiança na comunidade podem novamente comprometer os esforços para conter a doença.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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