Conflitos em Karachi deixam ao menos nove mortos e mais de 30 feridos em protestos explosivos. A tensão cresce com promessas de ações contra o Irã!
Pelo menos nove pessoas perderam a vida e mais de 30 ficaram feridas durante protestos no complexo do consulado dos Estados Unidos em Karachi, conforme informações dos serviços de emergência do Paquistão à CNN. Um porta-voz da polícia havia declarado que “centenas de pessoas” se reuniram em frente ao consulado americano, em resposta à morte do líder supremo do Irã.
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Imagens geolocalizadas pela CNN mostraram manifestantes rompendo barricadas e atacando as janelas do consulado com paus. A Embaixada dos Estados Unidos em Islamabad informou que está acompanhando os relatos de manifestações nos consulados em Karachi e Lahore, em meio a convites para novos protestos em outras regiões do Paquistão.
A embaixada aconselhou os cidadãos americanos no Paquistão a ficarem atentos às notícias locais e a adotarem medidas de segurança pessoal. A situação se intensificou com promessas de ações contra as forças armadas do país e ameaças ao programa nuclear iraniano.
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Em um vídeo de oito minutos publicado na rede Truth Social, Donald Trump acusou o Irã de ignorar oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares, afirmando que os EUA “não aguentam mais”. Israel também anunciou ataques contra o Irã, que começaram durante a manhã de sábado, enquanto milhões se dirigiam ao trabalho ou à escola.
Diferentemente dos ataques anteriores em junho de 2025, que duraram poucas horas, fontes indicaram que as forças armadas dos EUA estão planejando uma ofensiva prolongada. O regime iraniano, por sua vez, respondeu com uma série de explosões, que foram ouvidas em países com bases militares americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.