Conflitos em Bagdá após assassinato de líder iraniano
Manifestantes tentaram invadir a Zona Verde fortificada de Bagdá, capital do Iraque, onde se encontra a embaixada dos EUA. Os protestos são uma reação ao assassinato do líder supremo do Irã. Um vídeo obtido pela CNN mostra o confronto entre manifestantes e forças de segurança iraquianas na manhã deste domingo (1º) na Ponte 14 de Julho, que conecta a cidade à Zona Verde.
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Imagens mostram granadas de efeito moral e fumaça, enquanto os manifestantes recuam. A Zona Verde abriga escritórios do governo iraquiano e diversas embaixadas, incluindo a dos Estados Unidos. Em outras regiões do Iraque, grandes multidões marcharam nas províncias de Dhi Qar e Basra, protestando contra a morte de Khamenei.
Reações do governo iraquiano
O governo iraquiano declarou três dias de luto e enviou condolências ao Irã após a morte de Khamenei. O porta-voz do governo, Bassem Al-Awadi, classificou o ataque conjunto dos EUA e de Israel contra o Irã como um “ato flagrante de agressão” que viola normas internacionais.
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Em um vídeo de oito minutos publicado na rede Truth Social, Donald Trump acusou o Irã de não renunciar às suas ambições nucleares e afirmou que os EUA “não aguentam mais”. Israel também anunciou ataques contra o Irã, que começaram à luz do dia, enquanto milhões de pessoas se deslocavam para o trabalho ou escola.
Possíveis consequências dos ataques
Diferentemente dos ataques anteriores em junho de 2025, que duraram poucas horas, fontes indicam que as forças armadas dos EUA planejam uma ofensiva prolongada desta vez. O regime iraniano, em resposta, lançou uma série de ataques, com explosões sendo ouvidas em países que abrigam bases militares americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
