Conflito no Oriente Médio: Mercado Financeiro Reavalia Projeções e Inflação em Alta

Conflito no Oriente Médio provoca reavaliação no mercado financeiro, com Santander e Morgan Stanley alertando sobre inflação e juros. Descubra os detalhes!

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Imagem gerada por inteligência artificial
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Conflito no Oriente Médio Impacta Mercado Financeiro

Mais uma semana de conflito no Oriente Médio, que continua sem perspectivas de resolução, levou o mercado financeiro a reavaliar suas projeções e considerar novos cenários futuros. Em um relatório divulgado na sexta-feira (15), o Santander destacou que a intensidade e a duração do choque energético são fatores cruciais para a reprecificação do cenário macroeconômico.

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O banco espanhol revisou sua previsão para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 2026, agora estimando uma taxa de 5,1%, em comparação com a expectativa anterior de 4,5%, que era o teto da meta de inflação. Além disso, a projeção para a taxa básica de juros foi elevada para 13,25% ao ano ao final do ciclo de cortes, ante 12,5% anteriormente. “Um choque do petróleo mais persistente redefine o cenário.

Preços mais altos do Brent impulsionam as exportações, sustentam o BRL e as receitas fiscais, mas elevam os custos e a inflação”, ressalta o relatório.

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Desafios Inflacionários e Expectativas do Mercado

O Santander também enfatiza que “o cenário inflacionário tornou-se mais desafiador”, levando em conta não apenas os custos de energia, mas também os custos de frete e os prêmios de risco. A percepção de que o choque do petróleo pressiona os custos internos, afetando diretamente combustíveis e cadeias produtivas, é compartilhada por outras instituições financeiras.

O boletim Focus, por sua vez, voltou a indicar, pela nona semana consecutiva, uma alta na expectativa mediana do mercado para a inflação.

Em um relatório de terça-feira (12), o Morgan Stanley destacou que a duração do choque energético será fundamental para o comportamento da inflação global, com o preço do petróleo podendo permanecer próximo de US$ 90 ou até subir em cenários mais extremos.

Para o Brasil, o banco observou que o processo de desinflação foi parcialmente interrompido, embora ainda veja espaço para cortes de juros em um ritmo mais moderado.

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Impactos da Guerra e Expectativas Futuras

Após a divulgação de novas informações, o Goldman Sachs passou a projetar um risco altista para sua previsão de juros, agora estimando 13,25% ao final de 2026. O colegiado destacou, entre os riscos de alta da inflação, a incorporação às expectativas dos “impactos potenciais de segunda ordem de restrições de oferta de petróleo e seus derivados”.

O Morgan Stanley já observa que “no Brasil, as pressões inflacionárias aumentam no segundo semestre de 2026, à medida que a Petrobras ajusta gradualmente os preços dos combustíveis no mercado interno”.

Marcela Kawauti, economista-chefe da Lifetime Investimentos, lembra que mesmo que a guerra termine hoje, haverá um período de adaptação até que o cenário retorne ao normal. “O efeito é perene, e se a guerra se estender até o segundo semestre, provavelmente teremos que importar fertilizantes a preços muito mais altos”, explica.

Ela acrescenta que, mesmo com possíveis compensações via impostos, o aumento global nos preços do petróleo pode resultar em inflação importada, complicando ainda mais a situação econômica.

A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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