Conflito no Líbano: ataques israelenses deixam 10 mortos e 50 feridos no Vale do Bekaa. A tensão aumenta e o cessar-fogo mediado pelos EUA está em risco!
Dez pessoas perderam a vida e cerca de 50 ficaram feridas em ataques realizados por Israel no Vale do Bekaa, no Líbano, conforme informações de duas fontes de segurança à Reuters. O exército israelense declarou ter atingido alvos do Hezbollah na região de Baalbek.
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Os ataques, ocorridos na sexta-feira (20), estão entre os mais letais registrados no Líbano oriental nas últimas semanas, colocando em risco um frágil cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos.
O exército israelense, em comunicado, afirmou que os alvos atingidos em Baalbek, parte do Vale do Bekaa, eram centros de comando do Hezbollah. No sábado (21), o exército informou que “eliminou vários terroristas do esquadrão de mísseis do Hezbollah em três centros de comando diferentes”, que estariam envolvidos na preparação de ataques contra Israel.
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O Hezbollah confirmou, no sábado, a morte de oito de seus combatentes, incluindo o comandante Hussein Mohammad Yaghi, durante os ataques na área de Bekaa. Em 2024, Israel e Hezbollah concordaram com um cessar-fogo mediado pelos EUA, que visava pôr fim a mais de um ano de confrontos nas fronteiras, que resultaram em ataques israelenses que prejudicaram o grupo alinhado ao Irã.
Desde a implementação do cessar-fogo, ambos os lados têm trocado acusações sobre violações. Autoridades dos EUA e de Israel têm pressionado o Líbano a reduzir o arsenal do Hezbollah, enquanto líderes libaneses alertam que ataques israelenses mais amplos podem desestabilizar ainda mais o país, já afetado por crises políticas e econômicas.
Além dos ataques no Bekaa, o exército israelense também afirmou ter atingido um centro de comando do Hamas em Ain al-Hilweh, no sul do Líbano, onde militantes operavam. Ain al-Hilweh é uma área próxima a Sidon. O presidente libanês, Joseph Aoun, condenou os ataques israelenses, considerando-os uma “nova violação” da soberania do Líbano e uma infração das obrigações da ONU.
Aoun pediu aos países que apoiam a estabilidade regional, incluindo os Estados Unidos, que pressionem por uma interrupção imediata das hostilidades para evitar uma escalada maior. O Hamas, por sua vez, repudiou o ataque em Ain al-Hilweh, negando as alegações israelenses sobre o alvo, afirmando que o local pertencia à Força Conjunta de Segurança encarregada de manter a segurança na área.
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Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.