Conflito no Irã: Mais de mil mortos em ataques dos EUA e Israel
Desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã neste fim de semana, mais de mil pessoas perderam a vida, conforme relatado pela Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos EUA. Além disso, dezenas de pessoas também foram mortas em Teerã durante esse período.
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Dados sobre as vítimas
Até a tarde de terça-feira (3), a HRANA informou que pelo menos 1.097 civis foram mortos no Irã. Entre as vítimas, estão 168 crianças e 14 professoras, que faleceram em um ataque conjunto dos EUA e de Israel a uma escola primária feminina no sábado (28), segundo a mídia estatal iraniana.
No Líbano, o Ministério da Saúde local confirmou a morte de pelo menos 74 pessoas devido ao bombardeio israelense, incluindo três paramédicos, conforme declarado pelo chefe da Organização Mundial da Saúde.
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Impactos em outros países da região
O Kuwait também registrou perdas, com pelo menos 10 mortes relacionadas a ataques iranianos, incluindo seis militares americanos e dois kuwaitianos, conforme informou o exército do país nesta terça-feira (3).
Em Israel, o serviço de emergência Magen David Adom reportou a morte de pelo menos 10 pessoas em ataques aéreos desde sábado. No Iraque, quatro soldados da Força de Mobilização Popular foram mortos em um ataque aéreo conjunto dos EUA e de Israel em Diyala, conforme noticiado pela milícia no domingo (1º).
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Outras vítimas e contexto do conflito
Nos Emirados Árabes Unidos, três pessoas, cidadãos do Paquistão, Nepal e Bangladesh, foram mortas por drones iranianos, segundo o Ministério da Defesa do país. No Bahrein, uma pessoa faleceu após destroços de um míssil interceptado causarem um incêndio em uma embarcação na Cidade Industrial de Salman, conforme relatado pela mídia estatal nesta segunda-feira (2).
O conflito no Oriente Médio se intensificou após os Estados Unidos e Israel iniciarem os ataques no sábado (28), em meio a crescentes tensões relacionadas ao programa nuclear iraniano. O regime iraniano, por sua vez, iniciou ações contra países da região, incluindo os Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
As agressões entre as partes continuam, com declarações de líderes, incluindo ameaças de retaliação. O ex-presidente Trump afirmou que os ataques se manterão “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de paz no Oriente Médio e no mundo”.
