Conflito entre Israel e Irã se intensifica
Na sexta-feira (20), as Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram que iniciaram ataques a alvos iranianos na região de Nur, localizada a leste de Teerã. O governador de Bandar Lengeh, na província de Hormozgan, informou que, após os bombardeios realizados pelos Estados Unidos e por Israel no porto da cidade, 16 embarcações civis e comerciais foram consumidas pelas chamas.
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A mídia iraniana também relatou que sirenes soaram na área durante a manhã desta sexta-feira.
Os confrontos estão ocorrendo durante o Nowruz, o Ano Novo Persa, um período tradicionalmente associado a celebrações familiares e renovação. No entanto, este ano é marcado por guerra e conflitos. O embate entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã teve início em 28 de fevereiro, com um ataque coordenado em Teerã, resultando na morte de diversas autoridades de alto escalão do regime iraniano.
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Retaliações e consequências do conflito
Os Estados Unidos alegam ter atingido alvos militares, incluindo sistemas de defesa aérea e aeronaves. Em resposta, o regime iraniano lançou ataques em países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos Estados Unidos e de Israel nessas nações.
Desde o início da guerra, mais de 1.200 civis iranianos perderam a vida, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, confirmou ao menos sete mortes de soldados americanos em decorrência direta dos ataques iranianos.
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O Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, também intensificou suas ações em retaliação à morte de Ali Khamenei, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Nova liderança no Irã
Com a morte de grande parte da liderança iraniana, um conselho do país elegeu um novo líder supremo. Especialistas indicam que essa nova figura representa uma continuidade da linha dura do regime. Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, afirmando que deveria ter um papel no processo e classificou o novo líder como “inaceitável” para a liderança do Irã.
