Conflito entre Israel e Hezbollah se intensifica com novos ataques e tensões no Líbano
Conflito entre Israel e Hezbollah se intensifica com novos ataques e alertas de evacuação. Entenda as últimas movimentações e as reações dos líderes envolvidos.
Conflito entre Israel e Hezbollah se intensifica
As forças armadas de Israel informaram que estão se preparando para possíveis ataques provenientes do Líbano em direção ao norte de Israel, enquanto suas tropas avançam para o sul do Líbano em operações contra o Hezbollah. Apesar do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos e acordado em abril, os confrontos entre o Hezbollah e as forças israelenses aumentaram significativamente.
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Neste sábado (30), as autoridades alertaram a população do norte de Israel para que permanecesse atenta, após registrarem 20 lançamentos de projéteis vindos do Líbano desde a meia-noite. Alguns desses projéteis foram interceptados, enquanto outros caíram em áreas abertas, sem relatos de feridos.
Reações do Hezbollah e Israel
O Hezbollah declarou ter disparado foguetes contra a cidade israelense de Kiryat Shmona, localizada no norte de Israel, “em defesa do Líbano e de seu povo, e em resposta à violação do cessar-fogo pelo inimigo israelense”. No total, o grupo reivindicou 14 ataques no sábado, sendo 12 no sul do Líbano e dois dentro de Israel.
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As Forças de Defesa de Israel (IDF) emitiram alertas de evacuação para os moradores de 13 aldeias, ordenando que se deslocassem para o norte do rio Zahrani, que fica a cerca de 40 quilômetros ao norte da fronteira. A escalada dos combates entre Israel e o Hezbollah pode comprometer qualquer acordo entre os Estados Unidos e o Irã, que busca a inclusão de um cessar-fogo no Líbano.
Declarações de líderes
O presidente dos EUA, Donald Trump, comunicou ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na semana passada, que apoiava a “liberdade de ação contra ameaças em todas as frentes, incluindo o Líbano”, conforme relatou um funcionário israelense à CNN.
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Netanyahu, por sua vez, afirmou na sexta-feira que as forças israelenses cruzaram o rio Litani, no Líbano, que está a cerca de 30 quilômetros ao norte da fronteira entre os dois países.
Enquanto isso, o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, acusou Israel de “não apenas atacar áreas específicas, mas também de implementar uma política de destruição generalizada e praticar deslocamentos em massa” dentro do país. “Esta guerra nos foi imposta, e o seu custo hoje é alto”, declarou Salam em um discurso televisionado, acrescentando que “Israel não conquistará segurança através da destruição”.