Compass Gás e Energia pode arrecadar R$ 3 bilhões em IPO histórico na B3 nesta quinta-feira

Compass Gás e Energia se prepara para um IPO histórico, levantando até R$ 3 bilhões e marcando o retorno das ofertas na B3. Descubra os detalhes!

08/05/2026 07:16

2 min

Compass Gás e Energia pode arrecadar R$ 3 bilhões em IPO histórico na B3 nesta quinta-feira
(Imagem de reprodução da internet).

Compass Gás e Energia pode levantar R$ 3 bilhões em IPO

A Compass Gás e Energia, que é controlada pelo conglomerado Cosan, está prestes a levantar cerca de R$ 3 bilhões em uma oferta pública inicial (IPO) marcada para esta quinta-feira (7). Essa movimentação encerrará um período de quase cinco anos sem IPOs na B3, conforme informações de duas fontes próximas ao assunto.

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A distribuidora de gás está disponibilizando 89,3 milhões de ações que pertencem a acionistas, incluindo a própria Cosan.

Na tarde de quinta-feira, os pedidos de ações estavam quase três vezes acima da quantidade ofertada, de acordo com uma das fontes. Apesar da alta demanda, a segunda fonte indicou que o preço pode ser fixado na parte inferior da faixa, em R$ 28 por ação.

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A oferta está sendo realizada em um intervalo que varia entre R$ 28 e R$ 35 por ação, sendo que a venda no limite superior resultaria em uma avaliação da empresa em torno de R$ 25 bilhões.

Impacto do IPO e estratégia da Cosan

Se a operação ocorrer conforme o previsto, o IPO da Compass representará o primeiro na bolsa brasileira desde setembro de 2021, quando empresas como a Raízen — uma joint venture entre Cosan e Shell — abriram seu capital. A oferta da Compass se alinha à estratégia mais ampla da Cosan de vender ativos e reduzir sua alavancagem, especialmente em um cenário de altas taxas de juros que têm impactado os resultados do grupo.

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Uma das fontes revelou que a Cosan pretende destinar cerca de 75% do valor total arrecadado com o IPO para a amortização de dívidas. A Cosan já havia tentado realizar um IPO da Compass em 2020, mas a oferta foi arquivada devido a condições de mercado desfavoráveis.

Embora o mercado local tenha enfrentado uma escassez prolongada de IPOs, empresas brasileiras como a Picpay, um banco digital da família Batista, e a fintech Agibank recentemente conseguiram lançar ações em bolsas de valores dos Estados Unidos. No entanto, as altas taxas de juros e as preocupações com a saúde fiscal do Brasil têm dificultado a abertura de capital de diversas empresas no país nos últimos anos.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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