Como controlar a oleosidade dos cabelos; especialistas explicam causas e soluções

A compreensão das causas da oleosidade capilar pode auxiliar na escolha de tratamentos eficazes e na manutenção da saúde dos fios.

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Pessoas com cabelo oleoso conhecem bem a frustração de ter os fios limpos e leves por apenas algumas horas após o banho. Com o passar do dia, a raiz e até mesmo as pontas ficam pesadas, brilhantes e sem volume. Essa condição, embora natural, pode causar incômodos estéticos e até comprometer a saúde capilar.

Para entender melhor o que causa esse problema e como tratá – lo, é fundamental saber que a oleosidade se origina no couro cabeludo, onde estão localizadas as glândulas sebáceas.

Essas glândulas têm a função de proteger a pele e lubrificar os fios, mas em algumas pessoas elas funcionam em excesso. A predisposição genética é um dos principais fatores que levam a essa superprodução de sebo, acompanhada por oscilações hormonais que ocorrem na puberdade, durante a gestação ou o ciclo menstrual, além do estresse.

Fatores que influenciam a oleosidade

A estrutura dos cabelos também desempenha um papel importante nessa questão. Fios lisos e finos tendem a mostrar a oleosidade mais rapidamente porque o sebo escorre facilmente da raiz até as pontas. Já os cabelos cacheados ou crespos apresentam uma curvatura que dificulta essa passagem.

Além disso, hábitos diários como banhos quentes, uso do secador próximo ao couro cabeludo e aplicação de condicionadores ou máscaras diretamente na raiz podem agravar o problema.

O uso excessivo de produtos finalizadores também pode deixar os fios com aparência pesada, especialmente para quem tem cabelo fino ou couro cabeludo naturalmente oleoso. “Outros fatores interferem, como clima quente e úmido, estresse e uso de produtos inadequados.

Ter um couro cabeludo oleoso não significa necessariamente que há um problema de saúde; muitas vezes é apenas uma característica individual”, explica Regina Carralero, tricologista especializada em saúde capilar.

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Manter uma boa higiene das escovas, pentes e fronhas é essencial para evitar o acúmulo de resíduos nos fios. “Dormir com o cabelo molhado é um erro! A umidade na raiz favorece a proliferação de fungos e bactérias, aumentando a oleosidade”, alerta Sheila Bellotti, tricologista e biomédica.

Como controlar a oleosidade

Um dos mitos comuns sobre cabelos oleosos é que lavar com frequência faz o couro cabeludo produzir ainda mais óleo. No entanto, isso não é verdade. “Para quem tem cabelos oleosos, lavar diariamente pode ser a melhor estratégia para controlar o excesso de oleosidade, desde que sejam utilizados shampoos adequados”, acrescenta Carralero.

A frequência ideal varia entre as pessoas; o importante é não deixar acumular por muitos dias.

A oleosidade excessiva pode causar desconforto e levar a problemas como dermatite seborreica — inflamação do couro cabeludo que provoca descamação, coceira e vermelhidão. “O couro cabeludo é parte da pele e possui muitos folículos e glândulas sebáceas, tornando – o mais suscetível a alterações como inflamações”, afirma Bellotti.

No mercado existem diversos shampoos específicos para cabelos oleosos. É vital escolher produtos que considerem as características do couro cabeludo. Fórmulas com ácido salicílico, zinco ou niacinamida ajudam no controle da oleosidade. Tônicos capilares também são benéficos para equilibrar o pH e prevenir o aumento do sebo.

Quando buscar ajuda profissional

A oleosidade em si faz parte do funcionamento normal do couro cabeludo; todavia, certos sinais indicam que é hora de procurar um médico. Coceira intensa, descamação persistente, vermelhidão ou queda de cabelo associada à aumento repentino da oleosidade podem ser indicadores de alterações que requerem tratamento especializado.