Comitiva Internacional Manifesta Apoio a Cuba Diante da Hostilidade dos EUA
Um grupo internacional de líderes e ativistas chegou à Cuba na terça-feira, 10 de março de 2026, para expressar seu apoio incondicional ao país diante da crescente hostilidade dos Estados Unidos. A comitiva, que já havia visitado a Venezuela, reúne representantes de movimentos populares e partidos políticos de diversos continentes, com o objetivo de demonstrar solidariedade aos povos desses países.
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João Pedro Stédile, líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que faz parte da delegação, ressaltou que o presidente Donald Trump tem como objetivo “asfixiar economicamente” a ilha. Ele enfatizou a necessidade de compreender os impactos do bloqueio imposto pelos Estados Unidos, que se estende por mais de 60 anos, e que tem gerado restrições à Cuba.
Denúncias Contra o Imperialismo
Fred M’membe, presidente do Partido Socialista da Zambia, criticou o que ele descreve como um “assédio imperialista” que se intensifica em todos os setores da sociedade cubana. M’membe argumentou que a população cubana não merece as sanções impostas pelo imperialismo americano.
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O líder africano enfatizou que o único perigo que representa Cuba é seu exemplo de bondade e solidariedade.
Análise do Bloqueio e Ajuda Humanitária
Brian Bécker, representante do Partido pelo Socialismo e Libertação (PSL) dos Estados Unidos, destacou que as ações recentes de Trump representam uma “extensão da guerra econômica contra um país soberano”. Bécker afirmou que a maioria dos cidadãos estadunidenses não apoia os planos intervencionistas ou conflitos bélicos promovidos pela Casa Branca.
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A comitiva está na ilha para aprofundar a análise dos efeitos do bloqueio, buscando direcionar a forma de ajuda humanitária.
Novas Doações e Encontros com Autoridades
A delegação informou que, em breve, receberá doações de insumos essenciais, como itens para a saúde e a agricultura, destinados a apoiar áreas críticas da ilha. Além disso, a comitiva continuará a agenda de encontros com autoridades locais, buscando soluções que assegurem o bem-estar da população cubana.
Em outubro de 2025, a ONU já havia condenado pela 33ª vez o bloqueio estadunidense.
