Comissão Parlamentar encerra trabalhos sem ouvir mais de 90 convocados; entenda os detalhes!

A comissão parlamentar encerra seus trabalhos após quatro meses, sem ouvir mais de 90 convocados. Descubra os detalhes e o que vem a seguir!

Comissão Parlamentar Finaliza Trabalhos Após Quatro Meses

A comissão parlamentar encerra suas atividades nesta semana, após quatro meses de trabalho. O colegiado, que buscava uma prorrogação de 60 dias, chega ao fim nesta terça-feira (14) sem ter ouvido mais de 90 pessoas que já tinham convocações ou convites aprovados.

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Um levantamento da CNN, baseado nos requerimentos aprovados, revela que a comissão autorizou a oitiva de pelo menos 110 pessoas. Entre os convocados, estão ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), governadores e especialistas em Segurança Pública.

Desde sua instalação, a comissão realizou a oitiva de 18 pessoas. Na próxima semana, está agendada a oitiva do ex-governador, além da leitura e deliberação do relatório final. Em fevereiro, a CPI do Crime havia aprovado convites para os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do STF, e para o presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, que não compareceram.

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O presidente do BC foi ouvido na semana passada.

A comissão também tentou, sem sucesso, ouvir o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, e o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), com o intuito de questioná-los sobre as fraudes financeiras do Banco Master. Ambos foram convocados, mas não compareceram após terem pedidos de habeas corpus concedidos.

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A intenção inicial da CPI era ouvir pelo menos 11 governadores e seus respectivos secretários de Segurança Pública, mas apenas Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, participou da audiência. O objetivo era obter uma visão sobre a atuação do crime organizado nos estados e as ações de combate implementadas por cada um deles.

A cúpula da CPI do Crime Organizado pressionou o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), para prorrogar os trabalhos por mais 60 dias. No entanto, o chefe do Legislativo negou o pedido, alegando a proximidade do período eleitoral. “Ele [Alcolumbre] justifica dizendo que se trata de um ano eleitoral, e na visão dele não é bom ter uma CPI tramitando. É óbvio que não concordamos, entendo que o presidente Davi presta um grande desserviço à população”, declarou o relator Alessandro Vieira (MDB-SE) após reunião com o presidente do Senado na terça-feira (7).