Combates no Iêmen cortam ajuda a 800 mil e estoques de farinha acabam

Programa Mundial de Alimentos alerta que bloqueio de estradas impede chegada de suprimentos e agrava crise humanitária.

Combates no Iêmen cortam ajuda a 800 mil e estoques de farinha acabam

A escalada dos confrontos em várias regiões do Iêmen cortou o acesso à ajuda humanitária para aproximadamente 800 mil pessoas, segundo alerta do PMA (Programa Mundial de Alimentos) divulgado nesta quarta-feira (14). Mais de 200 mil pessoas já foram forçadas a abandonar suas casas desde o início da nova onda de violência no país, que ocorre nas últimas semanas.

De acordo com a OIM (Organização Internacional para as Migrações), da ONU (Organização das Nações Unidas), os combates opõem os rebeldes houthis, que contam com apoio do Irã, e forças apoiadas pela Arábia Saudita. O CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) também emitiu um alerta: os serviços de saúde do Iêmen, já fragilizados por mais de uma década de guerra, crise econômica, deslocamentos populacionais e surtos de doenças, podem não ter capacidade de atender a um novo surto de casos se a violência se intensificar ainda mais.

Estoques de farinha de trigo perto do fim

O PMA informou que os combates também bloquearam o acesso à assistência humanitária essencial para cerca de 800 mil pessoas em uma região do país que atualmente recebe o maior número de deslocados pela violência, além de outras áreas afetadas pelo conflito.

Em alguns distritos, a passagem de equipes de ajuda é impossível por causa dos confrontos e do fechamento de estradas.

A situação dos suprimentos é crítica. A agência da ONU alertou que os estoques de farinha de trigo estão quase zerados e que os alimentos que ainda restam nos mercados locais podem acabar em pouco tempo.