Comando Sul dos EUA ataca embarcação no Pacífico e gera polêmica sobre execuções extrajudiciais
Comando Sul dos EUA ataca embarcação no Pacífico, resultando em mortes e polêmica. Entenda as reações e o contexto dessa ação militar.
Comando Sul dos EUA Realiza Ataque no Pacífico Oriental
Na sexta-feira, 8 de maio, o Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos anunciou que atingiu uma embarcação no Pacífico Oriental, resultando na morte de duas pessoas e deixando um sobrevivente. O incidente foi classificado por grupos de direitos humanos como “execuções extrajudiciais”, enquanto Washington o descreve como uma ação direcionada a “narcoterroristas”.
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Em uma publicação na plataforma X, o Comando Sul afirmou que a embarcação estava envolvida em operações de tráfico de narcóticos e divulgou um vídeo do ataque. O comunicado detalhou que, sob a direção do comandante Gen. Francis L. Donovan, a Força-Tarefa Conjunta Southern Spear realizou um ataque letal contra a embarcação operada por organizações terroristas designadas.
O comunicado também informou que “dois narcoterroristas do sexo masculino foram mortos durante esta ação, e um sobreviveu ao ataque”. Após o confronto, o USSOUTHCOM notificou imediatamente a Guarda Costeira dos EUA para ativar o sistema de Busca e Salvamento para o sobrevivente, ressaltando que nenhuma força militar dos EUA foi ferida.
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Endurecimento do Discurso Contra Cartéis
Desde o retorno de Donald Trump à presidência dos EUA, o governo americano tem adotado um discurso mais rigoroso contra os cartéis latino-americanos, iniciando uma campanha no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico. Essa campanha inclui bombardeios a embarcações supostamente envolvidas no tráfico de drogas para o país.
O Comando Sul é um dos comandos conjuntos unificados do Departamento de Defesa dos EUA, responsável por operações militares, segurança e cooperação na América Central, América do Sul e Caribe. Organizações como a Human Rights Watch e a Anistia Internacional têm classificado esses ataques como “execuções extrajudiciais ilegais”, enquanto a ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis) considera as alegações do governo Trump infundadas e alarmistas.