Colheita do Arroz em Capão do Leão: Desafios e Demandas que Podem Impactar Safra 2025/26!

Na 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz em Capão do Leão, desafios e demandas do setor são debatidos. A competitividade dos arrozeiros gaúchos está em jogo!

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Colheita do Arroz em Capão do Leão: Desafios e Demandas do Setor

Na 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, realizada em Capão do Leão (RS), produtores e líderes da cadeia produtiva discutem a viabilidade econômica da safra 2025/26. Um dos principais pontos abordados é a busca por um acordo que permita a dedução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para os produtores do estado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os representantes do setor expressam preocupações em relação às relações comerciais do Mercosul, especialmente com o Paraguai, que mantém fluxos de exportação para estados como São Paulo e Minas Gerais. Além disso, entidades do setor solicitaram a prorrogação do acordo de crédito presumido do ICMS, que está em vigor desde agosto de 2025 e vence no final deste mês.

A extensão do prazo até dezembro é vista como crucial para a competitividade dos arrozeiros gaúchos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Demandas e Expectativas do Setor

Denis Nunes, presidente da Federarroz (Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul), enfatizou a necessidade de controle de preços. Ele apontou que a tributação e as assimetrias prejudicam a competitividade do estado. “Precisamos da continuidade do acordo de crédito presumido para que o Rio Grande do Sul continue como o celeiro do arroz no país”, afirmou.

O crédito presumido, um benefício fiscal que permite a dedução de um valor estimado de impostos, oferece um percentual fixo sobre as receitas ou compras das empresas. Instituído pelo Decreto 58.296/2025, esse crédito é direcionado à comercialização de produtos para São Paulo e Minas Gerais.

LEIA TAMBÉM!

Mercado e Produção de Arroz

O cenário atual para a safra de arroz apresenta um mercado com liquidez baixa ou moderada e preços firmes. A oferta interna reduzida, combinada com a expectativa de uma produção menor, eleva as cotações, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

Domingos Velho Lopes, presidente da Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul), considera a prorrogação do ICMS como um passo importante para fortalecer a cadeia orizícola. “Cada real deduzido favorece a produção e confere mais equilíbrio à economia do estado que mais produz arroz no Brasil”, destacou.

Exportações e Área Plantada

A baixa demanda interna e a preferência por outros mercados aumentam a atratividade das exportações do cereal, embora a maior parte da colheita seja destinada ao consumo interno. Os contratos de exportação limitam os volumes disponíveis no curto prazo, mas as expectativas de maior oferta global podem aumentar a disponibilidade ao longo do ano.

O Rio Grande do Sul, responsável pela maior produção de arroz do Brasil, reduziu a área plantada nesta safra em 8,06%, totalizando 891,9 mil hectares, para evitar uma oferta excessiva com custos elevados. O Cepea estima que a produtividade será de 7,98 toneladas por hectare, 5,8% abaixo da média da temporada anterior, resultando em uma produção de 10,2 milhões de toneladas, uma queda de 12% em relação à safra anterior.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de arroz para a safra 2025/26 deve ser de aproximadamente 11 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 14% em relação à safra anterior, com uma diminuição de 11% na área semeada.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

Sair da versão mobile