A colheita de café no Brasil em 2026 promete ser histórica! Com produção estimada entre 46,5 e 49 milhões de sacas, o impacto no mercado global será imenso.
O ano de 2026 será significativo para a colheita da safra brasileira 26/27 de café, com uma previsão de produção elevada que poderá impactar diretamente o equilíbrio da oferta global. De acordo com a análise da Hedgepoint Global Markets, a colheita no Brasil, que ocorre entre abril e agosto, pode aumentar a disponibilidade do grão em um momento em que os estoques globais estão escassos.
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A consultoria estima que, dependendo do rendimento final do processamento, a produção de café arábica no Brasil pode variar entre 46,5 milhões e 49 milhões de sacas na temporada 26/27. Na safra 25/26, a produção de café arábica foi de 35,8 milhões de sacas de 60 kg, o que representa uma queda de 9,7% em relação ao ano de 2024, conforme dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
Embora a produção brasileira tenha diminuído em relação à safra anterior, o volume ainda é superior ao de anos anteriores, o que sustenta um cenário de oferta confortável e potencial aumento nas exportações, segundo a Hedgepoint. No cenário internacional, a Indonésia segue o calendário brasileiro, mas pode apresentar uma oferta menor de robusta.
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Regiões importantes como Vietnã, América Central e Leste Africano estão finalizando a colheita da safra 25/26 no primeiro trimestre, o que deve restringir a oferta nos próximos meses. Essas áreas iniciarão o desenvolvimento da safra 26/27 entre o segundo e o terceiro trimestre, com o clima sendo um fator crucial a ser monitorado.
No Brasil, os níveis atuais de arbitragem favorecem o uso de conilon no mercado interno. Desde 2025, torrefadores têm aumentado a proporção de robusta nas misturas, uma tendência que deve continuar em 2026, mesmo com o aumento da oferta de arábica.
A expectativa é que os preços no varejo apresentem uma leve queda ao longo do ano, o que pode estimular uma recuperação gradual da demanda interna.
Apesar disso, os preços ao consumidor devem permanecer acima dos níveis pré-pandemia, após aumentos consecutivos desde 2021 e um crescimento mais acentuado em 2025. No mercado externo, os preços elevados têm alterado os padrões de consumo. Nos Estados Unidos, o aumento do custo do café impactou os hábitos dos consumidores, levando muitos a optarem pelo consumo doméstico.
Na União Europeia, os altos preços afetaram a demanda e as importações na temporada 24/25, mas há uma expectativa de recuperação no ciclo 25/26, caso haja um alívio nos preços. Para a Hedgepoint, 2026 será um ano de transição, com uma maior oferta brasileira ajudando a equilibrar o fluxo global, embora ainda sob a influência de estoques baixos e da sensibilidade do consumidor em relação aos preços.
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.