Colapinto relata ataques e dias difíceis após acidente no GP do Azerbaijão
Colapinto admite que críticas após batida em Baku foram o período mais difícil de sua carreira.
A Alpine enfrentou um período conturbado depois do acidente no GP do Azerbaijão, e Franco Colapinto não escondeu o baque.
A batida, ocorrida em Baku, tirou da prova não só seu companheiro Pierre Gasly, mas também Lando Norris, da McLaren, atual campeão da categoria.
Na ocasião, após uma relargada causada pelo safety car, Colapinto travou os pneus na curva um e acabou acertando Gasly. Norris, que vinha próximo, também foi envolvido na colisão. Inicialmente, o piloto da McLaren chegou a pedir que Colapinto fosse suspenso por uma corrida por ter provocado o incidente.
Mais tarde, porém, Norris voltou atrás e se desculpou, dizendo que havia falado no calor do momento.
Pressão e aprendizado com o incidente
Para Colapinto, o peso das reações foi intenso. “Foram dias muito complicados, sem dúvida um dos períodos mais difíceis que já vivi no automobilismo”, afirmou o piloto da Alpine, citando o volume de críticas como um dos fatores que mais pesaram.
O argentino reconheceu o erro na pista, mas destacou que a experiência serviu de aprendizado.
O jovem piloto também comentou sobre a repercussão imediata do acidente. Ele disse que entende a frustração de Norris, mas que ficou surpreso com a intensidade da reação pública. “Sabia que tinha errado, mas a dimensão que tomou foi algo novo para mim”, completou Colapinto.
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Reação de Norris e clima na McLaren
Depois do pedido de suspensão, Norris tratou de amenizar a situação. O piloto da McLaren admitiu que exagerou nos comentários logo após a corrida. “Falei no calor do momento, sem pensar direito”, justificou o atual campeão da Fórmula 1. Ele afirmou que, após rever as imagens e conversar com a equipe, concluiu que a punição seria desproporcional.
A cúpula da McLaren também se pronunciou nos bastidores, mas optou por não tornar públicas as discussões internas. A equipe, no entanto, sinalizou que considera o caso encerrado e que não pretende levar o assunto adiante com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA.
O incidente em Baku reacendeu o debate sobre os limites nas disputas de pista, especialmente em relargadas. Para Colapinto, o episódio serviu como um alerta. “Aprendi que cada movimento tem consequências, e que a pressão não acaba quando a bandeirada é dada”, disse o piloto da Alpine.
Agora, a equipe tenta virar a página e focar nas próximas corridas da temporada 2026.