COI proíbe capacete de homenagem de atleta ucraniano nos Jogos de Inverno; entenda o motivo!

Vladyslav Heraskevych não poderá usar seu “capacete da memória” em homenagem às vítimas da guerra na competição de skeleton. Entenda a decisão do COI!

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Decisão do COI sobre capacete de homenagem de atleta ucraniano

O ucraniano Vladyslav Heraskevych não poderá utilizar um “capacete da memória” em tributo às vítimas da guerra contra a Rússia durante a competição de skeleton nos Jogos de Inverno. A informação foi divulgada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta terça-feira (10).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Comitê Olímpico da Ucrânia havia solicitado a permissão para que o capacete, que exibe imagens de atletas ucranianos falecidos desde a invasão russa em 2022, fosse utilizado. O porta-voz do COI, Mark Adams, reconheceu o desejo dos atletas de homenagear seus amigos perdidos, mas ressaltou que o uso do capacete contraria as diretrizes estabelecidas.

Alternativa permitida pelo COI

Adams informou que, em uma exceção às regras, Heraskevych poderá usar uma braçadeira preta lisa durante a competição. “Acreditamos que este seja um bom compromisso”, afirmou o porta-voz. Na segunda-feira (9), o atleta foi informado por um representante do COI sobre a proibição do uso do capacete, que já vinha sendo utilizado nos treinos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O capacete foi criado para homenagear ucranianos que perderam a vida defendendo o país ou que se tornaram vítimas da guerra. O Comitê Olímpico da Ucrânia destacou que o equipamento atende aos requisitos de segurança e às normas do COI, não apresentando publicidade ou elementos discriminatórios.

Homenagem a amigos e colegas

O capacete retrata diversos atletas que faleceram no conflito, incluindo amigos pessoais de Heraskevych. Em entrevista à Reuters, ele mencionou que o capacete exibe imagens de atletas como a halterofilista Alina Perehudova e o boxeador Pavlo Ischenko.

LEIA TAMBÉM!

Heraskevych, que já havia demonstrado sua posição contra a guerra em Pequim 2022, afirmou que pretende respeitar as regras olímpicas que proíbem manifestações políticas, enquanto busca manter a situação da Ucrânia em evidência durante os Jogos.

A Regra 50.2 da Carta Olímpica proíbe qualquer tipo de demonstração política nos locais de competição.

Após a invasão russa, atletas da Rússia e de Belarus foram amplamente excluídos do esporte internacional, mas o COI começou a apoiar o retorno gradual desses competidores sob condições rigorosas, defendendo que o esporte deve permanecer separado dos conflitos internacionais.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

Sair da versão mobile